Fotografando Musical da Broadway

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Olá leitores ! Peço desculpas pelo tempo sem escrever. Vida de fotógrafo muitas vezes fica uma loucura total. Além de todos os clicks e clientes, tem a família, que é fundamental. Então vou aproveitar meu vôo para Cuiabá e escrever um post novo ! No vôo de volta escrevo sobre como foi fotografar em MT com 40 graus na cabeça...rs.

Nesse tempo que fiquei sem postar, fotografei bastante coisa diferente. De coletiva de imprensa a ensaio de gestante. Mas hoje vou falar sobre um show que fotografei na sexta-feira, e que como muitos alunos vieram com dúvidas sobre show para mim, acredito que será interessante.

Eu fui fotografar um musical da Broadway, chamado Jekyll & Hyde - o médico e o monstro. O espetáculo aconteceu no Teatro Bradesco, que fica no interior do shopping Boubon. Apesar de ser dentro do shopping, o teatro surpreende pelo tamanho, beleza, estrutura e organização. Eu cheguei e fui direto para a entrada de serviço, já que a portaria só abre próximo da hora do show ( essa é a primeira dica.... ). Minha boa impressão com a organização começou logo na entrada. Passei meu nome e em menos de 1 minuto o segurança já havia localizado minha autorização prévia e liberado a entrada. Como eu não conhecia o local, cheguei um pouco antes para poder explorar os ângulos e posicionamentos. Fiz um reconhecimento breve dos camarotes, frisas e platéia. Nesse tempo encontrei a responsável pela peça, que foi muito simpática e colocou-se à disposição caso houvesse algum contratempo. Ainda havia um tempo considerável para o início do espetáculo, então voltei novamente para o interior e testei os ângulos que tinha pensado em clicar. Aqui vai uma pausa para um detalhe: normalmente em show a gente ( fotógrafo ) fica no “fosso”, que é o espaço entre o palco e a platéia. Dessa forma as fotos saem sempre com o enquadramento “de baixo para cima”. E o legal desse teatro é que justamente o fosso seria o único lugar aonde eu não poderia ficar, pois existia uma orquestra que faria a música do espetáculo. Sinceramente eu achei ótimo, pois dessa forma permitiria que eu mudasse um pouco a visão e isso ia permitir exercitar a composição. E obviamente o resultado final seria diferente do que normalmente faço em shows. Vamos adiantar um pouco o tempo, pulando a descrição das pessoas chegando e ocupando seus lugares para já falar do momento do musical. Aqui vem mais um detalhe importante. Em shows é muito comum o som ser demasiadamente alto, o que para mim é bom porque simplesmente anula qualquer ruído da câmera ou da minha movimentação/troca de equipamento. Só que nesse caso a dificuldade foi maior, porque o som era baixo a maior parte do tempo, com apenas uma voz cantando e a orquestra acompanhando. Então o click poderia sim incomodar as pessoas que pagaram para estar lá. E como a organização havia me deixado com liberdade de ação, não queria que de forma alguma chegasse uma reclamação ( gosto de ser conhecido por ser “invisível” trabalhando...rs ), até poque isso poderia criar empecilhos para o próximo fotógrafo que venha a trabalhar lá. Bom, então o que fiz para conseguir trabalhar ? Improviso, claro.... Em fotografia ou a gente tem verba infinita para comprar tudo ou o improviso passa a ser peça fundamental. Nesse caso eu fiz de duas formas: nas partes aonde a música era mais alta, clicava normalmente. E nas passagens mais silenciosas eu clicava no modo “live view” com a opção “silent” ligada. Isso porque o movimento do espelho que é a grande causa do som característico das DSLR´s. Cortando esse movimento o nível de ruído cai consideravelmente. E fui dessa forma alterando entre os modos para conseguir fotografar. E no final, mais uma vez fiquei feliz com o resultado e gostei também do musical. E antes que me perguntem: sim, foi em RAW. JPG eu só uso em fotojornalismo por causa do tempo escasso entre o click e a foto online.

Espero que tenham gostado e quem quiser sugerir um tema para eu falar, fique à vontade. Abraços,

Guto Marcondes – fotografia

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Ensaio sensual em locação

sexta-feira, 16 de julho de 2010
Olá meus amigos(as) leitores(as) ! Hoje vou contar sobre um ensaio sensual que fiz essa semana. Para garantir a privacidade da modelo vou chamá-la pelo nome fictício de Marina.
Vamos desde o começo: eu recebi um email no começo da semana, aonde a Marina perguntava sobre a possibilidade de realização do ensaio nos próximos dias, pois já tinha se programado e havia ficado frustrada com a fotógrafa na qual havia entrado em contato antes de me mandar o email. Aqui vou abrir uma parênteses....
Normalmente, principalmente entre os adolescentes, a possibilidade de fotografar uma mulher nua ou em ensaio sensual é o principal atrativo da profissão de fotógrafo e muitos embarcam nessa querendo no fundo se aproveitar da situação. Isso é um grande erro, pois cria uma confusão entre desejo e profissão que não combinam para quem quer ser ético e trabalhar de forma correta. E de uma forma acaba criando algumas restrições e bloqueios. E obviamente isso prejudica de forma direta quem trabalha de forma séria em um primeiro momento. Por isso que eu faço muita questão de nessas horas manter o profissionalismo de forma absolutamente impecável. Como fazer isso ? Postura, equipe concentrada, foco no trabalho, preocupação com resultado, dedicação e acima de tudo: respeito ! Quem está na frente das câmeras nessas horas muitas vezes não tem experiência como modelo e está apreensiva e nervosa. Isso faz parte e saber lidar com o estado emocional nas primeiras fotos é muito importante. Por isso é necessário dirigir a modelo de forma mais tranquila, que com os cliques passando ela vai relaxando e naturalmente as expressões e fotos ficam melhores. Bom, vamos voltar ao post... estou falando demais.
Chegamos na locação ( eu e meu assistente ) e começamos a montar os equipamentos. Como demora um pouco até montar as tochas, softs, ligar na tomada e testar, fomos adiantando essa parte enquanto a Marina fazia cabelo e maquiagem. Quando ela terminou, fizemos um pequeno briefing para decidir as primeiras fotos e alguns detalhes importantes para as combinações seguintes de roupa. Com a primeira roupa definida montamos o set de luz e comecei a clicar. Fiz algumas poses diferentes e fomos para outro local, para mais alguns cliques. Com a primeira parte terminada, a Marina foi para a troca de roupa e voltou para continuarmos. O grande detalhe é que em SP estava o maior frio, e por ser em locação o ambiente não é tão controlado. Então não tem jeito.... a modelo acaba passando um pouco de frio. Entre as alterações nos sets de luz ainda dá para se agasalhar, mas durante as fotos não tem jeito. No final sessão passou um pouco das 4 horas iniciais que havia previsto, mas gerou ótimas fotos. Eu tive a oportunidade de fotografar e dirigir algumas modelos profissionais ( como a Adriane Galisteu, por exemplo ), mas sinceramente prefiro quando não tem experiência envolvida. Acho que a questão do desafio é justamente o mais legal, o me motiva querer melhorar a cada dia. Agora estou escrevendo esse post e começando a ver as fotos. Ah, e antes que me escrevam perguntando: Não... esse post não terá fotos, nem de making of ( até porque eu nem fiz fotos de M.Of, e mesmo que tivesse feito manter a privacidade da Marina é fundamental ).
Obrigado pela leitura e espero que tenham gostado do relato.

Guto Marcondes - fotografia
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Casamento Jonathan e Katia

segunda-feira, 12 de julho de 2010
Hoje eu vou falar um pouco sobre um dos casamentos do feriado/final de semana. Isso mesmo: sexta feira em São Paulo foi feriado, e nos 3 dias do final de semana prolongado eu estive fotografando casamento. Foi a primeira vez que fiz na sequência 3 grandes casamentos:
- O de Sexta foi em Alphaville, no Tenis Clube. Recepção com caricaturistas e banda tocando na Boate do clube, que estava fechada somente para o casamento;
- O de Sábado que foi na Vila Olímpia. Esse o noivo fotografava e conhece bastante de fotografia, então a cobrança por excelentes fotos não é pequena, mas apenas aumenta a vontade de melhorar cada vez mais;
- O de Domingo foi internacional: noivo Taiwandês e noiva Brasileira. Com direito a cerimônia traduzida e presença de autoridades e políticos.
Fotografar 3 casamentos na sequência não é fácil. Exige disciplina, organização, preparo físico e disposição. Vou contar desde o começo....
Na sexta fui para Barueri, aonde seria o Making Of/Dia da noiva do primeiro casamento. Chegamos no local e o briefing foi passado errado. Resultado: 2 horas sentados esperando para poder começar a clicar. Se bem que eu não reclamo. Prefiro ficar 2 horas sentado esperando do que chegar 5 minutos atrasado. O Making of foi rápido mas rendeu boas fotos. Fomos direto para a igreja aonde aconteceu a cerimônia de forma normal. E de lá o destino era o Tênis Clube de Alphaville, aonde seria a festa. O GPS deu uma mancada, mas a gente se localizou rapidamente e apesar do trânsito formado para entrar no local, chegamos antes da noiva ( isso é importante ). A festa foi tranquila também, mas o ponto a ressaltar foi quando o noivo subiu no palco, pegou a guitarra e começou a tocar ( e muitíssimo bem !! ) Michael Jackson e depois Aerosmith. Bem divertido e diferente do normal. Ficamos até quase 4 horas da manhã.
Aí que entra a parte de organização: eu cheguei em casa próximo das 5h. Mas mesmo nesse horário a primeira coisa que fiz foi ligar o computador e copiar o cartão para um HD interno e dois externos. Muita atenção é necessário para garantir que esteja tudo certo com as fotos do casal, que são de extrema importância.
Fui dormir e 6 horas depois estava de pé conferindo o equipamento, cartões, pilhas e baterias. O casamento de sábado era de um amigo e grande conhecedor de fotografia. Confesso que é sempre mais complicado esse tipo de situação, porque quem fotografa cria um estilo, e conhecer esse estilo e explorá-lo é fundamental para o resultado final ser positivo. Fui para o Making Of, que foi tranquilo, e logo cheguei no buffet aonde seria a cerimônia e festa. O local era lindo, com uma decoração repleta de pequenas velas. Apesar disso a iluminação era bem fraca, o que forçou o ISO ao limite. Em compensação as luzes da pista estavam bem posicionadas e permitiu que a composição explorasse cores e movimento. Saí com vários cartões cheios de boas fotos.... e contente por fotografar mais um casamento. Cheguei em casa quase 3h da madrugada, e fui novamente para a sessão de cópia/backup e cuidar dos equipamentos, pilhas e baterias. O casamento de Domingo não teve Making Of, então cheguei na cerimônia às 16h. Como eu falei no começo do post, o noivo era Taiwanês e a noiva Brasileira. Por esse motivo durante toda a celebração havia a tradução, e é muito interessante ver essa miscigenação de culturas. Para poder ilustrar um pouco esse post vou deixar uma amostra desse casamento:


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Fotojornalismo e adrenalina - combinação perfeita

domingo, 6 de junho de 2010


Olá !! Primeiro quero me desculpar pela demora entre os posts. Além de clicar, editar e também negociar eu consegui um antigo sonho que era dar aula de fotografia. Estou muito contente, e como elas opcupam um espaço de tempo que antes era ocioso, acabam atrasando um pouco os posts. Mas então chega de desculpas e vamos logo ao que interessa.
Hoje quero falar um pouco de fotojornalismo. Esse é um job que fiz e que foi muito legal, por isso queria compartilhar. Foi em Campinas, em um conhecido hotel 5 estrelas. Haveria a apresentação para a imprensa de toda a linha de veículos "modelo novo". Como Campinas é próxim ode São Paulo, fomos de carro. Chegamos cedo, e fomos fazer reconhecimento do local, espaços e aproveitamos para o check-in também. Já aproveitei e montei o equipamento e deixei carregador, mochila e acessórios no quarto. Em pouco tempo começou a chegar um monte de jornalista, de várias partes do país. E também teve início ao test-drive dos veículos. E aí que está a parte da "adrenalina" que mencionei no nome do post. Eu fiquei responsável pelo "camera car". É o termo que usamos para falar do fotógrafo que vai clicar os carros em movimento, estando em outro carro também. Eu gosto de fazer camera car. Só que dessa vez ao invés de usarmos uma pista de teste ou um autódromo fechado, teria que ser feito nas rodovias Anhanguera-Bandeirantes. Imagina a cena: Eu, pendurado na janela traseira de um Polo ( que o vidro não abre inteiro ) no meio da estrada, a 120Km/h, tentando um bom enquadramento. Para vocês entenderem a dificuldade, quando estiverem na estrada a essa velocidade, abaixem o vidro coloquem a mão para fora do carro. Vão perceber como o vento é forte. Conseguir estabilizar a câmera, com baixa velocidade e ainda assim não errar o enquadramento e não tremer é quase uma missão insana, mas muito divertida. Eu quando fotografo gosto das dificuldades pois elas sempre me ajudam a evoluir e a desenvolver minha técnica e forme de clicar. Nessa situação é claro que muitas fotos são perdidas, mas justamente temos que tentar diminuir ao máximo essa quantidade, até porque cada clique tem um custo ( apesar de muitos acharem que só porque é digital não tem, estão redondamente enganados e saberão disso quando receberem a primeira conta da assistência técnica ). Fotos feitas, voltamos ao hotel para descarregar e enviar na sala de imprensa. Passei o dia fotografando várias situações. Foi uma correria tão grande que quando a primeira parte do evento terminou, às 18h, eu ainda não havia nem conseguido almoçar. Foi o tempo de tomar um banho e descer para a abertura oficial e apresentação. Assim que entrei no local já vi a dificuldade: O WB estava confuso, com luzes 2800K a 6000K. Iria ter que priorizar uma fonte e ter que acertar para que o pós-processamento não demorasse demais. Já que em fotojornalismo é "tudo para ontem", usar RAW nem pensar... atrasaria demais qualquer tentativa de entregar as fotos no horário. Final de noite com um jantar, e até que enfim, depois de mais de 14 horas, consigo fazer uma refeição que não fosse café e pão de queijo. Se não tiver emoção, correria, adrenalina e principalmente "dar o sangue", não é o fotojornalismo mais legal de fazer ( pelo menos na minha humilde opinião...rs ). Espero que gostem e aproveitem para anexar duas imagens aleatórias que fiz, sem tratamento, só resize, Quem quer ver fotos estáticas depois posto umas que sairam no jornal Agora, reportagem de página inteira ( orgulho !! ). Obrigado mais uma vez pela paciência em ler e esperar. Já estou pensando no próximo post e prometo que não vai demorar. !!
Guto Marcondes - fotógrafo
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Casamento na Casa da Fazenda/SP

terça-feira, 11 de maio de 2010





Esse final de semana fotografei um casamento durante o dia, que é o que mais gosto. A luz ambiente é sempre mais legal de trabalhar e as áreas de contraste criam um impacto maior na foto. Era um casamento pequeno, para familiares e poucos amigos. Isso porque os noivos moram na França e mês passado tinham feito uma cerimônia lá também. A noiva é Brasileira, mas o noivo é Francês; e o detalhe: fala pouquíssimo português. Como meu francês é reduzido a meia dúzia de palavras, o jeito foi me comunicar no inglês. Então vamos contar como foi o casamento ( espero que vocês estejam curiosos ). Antes de começar a contar sobre o casamento, vou voltar uma semana atrás para um detalhe importante e que serve de alerta: Como eu sabia que o casamento seria tranquilo, quis aproveitar para chamar um assistente para me ajudar na iluminação criativa, ter um ângulo diferenciado, etc. Mas no fundo o maior objetivo era pegar alguém que estivesse começando, com vontade de aprender, e ir treinando para futuramente fazer parte da equipe também. Fechei com uma pessoa no Domingo, mas 3 dias antes do casamento ela me escreve dizendo que não vai porque fechou outro...... é a ética indo para o fundo do poço ( mas isso será assunto para um post específico. Aguardem )
Voltando ao casamento.....
Todo sábado eu dou aula de fotografia logo cedo. Quando eu fechei esse casamento vi que daria tempo de sair da aula e ir fotografar ( até porque caso não desse tempo eu teria que reorganizar tudo ). Mas por precaução eu pedi para o segundo fotógrafo chegar um pouco mais cedo e clicar o ambiente e decoração. E foi perfeito, porque logo que cheguei ele já tinha cuidado dessa parte. Montei o equipamento, falei com os pais da noiva e comecei a clicar. Os convidados foram pontuais, e por incrível que pareça, a noiva também ! O corredor era bem comum, então não tinha muito o que criar. Depois da cerimônia que durou menos de 5 minutos ( não é brincadeira. Foi somente a troca de alianças MESMO !!! Loucura total sem tempo nem de respirar...rs ) Fui com os noivos fazer umas fotos no jardim. Eu não fico muito tempo nas fotos posadas porque gosto de deixar os noivos curtirem o dia. Se for necessário uma sessão pré-casamento só de fotos posadas, evita ainda mais interromper a festa ( eu acho ideal ) . Depois dessa curta sessão os convidados e os noivos sentaram para almoçar, e a festa seguiu o protocolo comum: buquê, bolo, valsa, etc. No fim da festa começou a chover bem forte, mas aí não tinha problema porque tudo que era externo já tinha sido feito. São Pedro colaborou, e eu adorei. Agora uma foto do making of para finalizar:

Casamento - o post prometido

quarta-feira, 14 de abril de 2010

No meu último post eu mencionei que colocaria fotos e ia falar do casamento que fotografei na parte da noite. Para quem não acompanhou, eu fiz a loucura de fotografar dois casamentos no mesmo dia. Mesmo com folga no horário é sempre tenso. Bom, chega de repetir.... vamos "aos fatos":
O Casamento era em São Bernardo, e como eu já havia trabalhado próximo da igreja, já sabia o caminho. Acabei chegando bem mais cedo do que o necessário e aproveitei para reparar na iluminação, decoração e começar a imaginar os ângulo. Assisti uma parte da cerimônia anterior para ver como o padre celebrava e que tipo de liberdade teríamos. Já notei de cara que não era possível passar atrás do padre. Apesar de isso não ser um grande problema acaba atrasando um pouco a movimentação. Mas como diria a famosa frase: faz parte. Com o fim da cerimônia eu já montei meu equipamento ( aqui um adendo: montar significa colocar o flash e a lente, ou seja, muito rápido. Pilha, bateria e cartão já saem de casa OK ). Assim que a noiva saiu os convidados também "mudaram" e passaram a ser "do meu casamento" . Hummm, peraí. Meu casamento não. Assim fica arrogante demais. Que tal "do casamento que eu iria fotografar ? Ah... assim é bem melhor ! Logo em seguida já começou a música e os padrinhos entraram. A cerimônia foi curta, mas consegui bons ângulos. Os noivos estavam bem nervosos e quase não sorriram. Uma pena porque faz muita diferença um grande sorriso. Com o fim da cerimônia, fomos para o buffet aonde aconteceria a recepção e a festa. Aproveitamos esse momento e o estacionamento para fazer algumas fotos dentro do carro. Depois fomos ao jardim fazer algumas fotos posadas, e de lá direto para o salão. Os noivos entraram com a banda tocando Jota Quest, dançando. E foi o local aonde eles mais ficaram na festa. Fiz várias fotos, pois adoro luz de festa no fundo. Aí percebi que havia um canhão de luz colorida que girava e passava na noiva. Não tive dúvidas: cliquei na hora que ele passava, deixando a noiva colorida que é a foto do post. Agora o mais legal veio no dia seguinte: A noiva ao chegar da festa, quase 4 da madrugada, fez questão de mandar um email agradecendo a equipe e elogiando. Foi fantástico..... claro. Faz bem para o ego, mas é muito melhor para indicar que estamos no caminho certo. Agora vou me desconectar porque amanhã tenho um evento muito legal que será o motivo do próximo post. Grande abraço e obrigado por acompanhar meu blog.
Abraços !!
Guto Marcondes - fotógrafo
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Sábado com muito job, muita foto e timing perfeito

domingo, 11 de abril de 2010
Esse posto de hoje vou contar sobre meu sábado, que está bem recente na minha cabeça, apesar do cansaço que toma conta do meu corpo ainda hoje mesmo depois de uma semi-noite de sono. Então vou inciar pelo começo ( como dizia o profeta, ou o poeta....a essa altura tanto faz ).
Eu acordei cedinho porque tinha aula prática com meus alunos no Jardim Botânico. Tinha tentado remarcar para Domingo que eu sabia que o tempo estaria melhor e eu poderia ficar mais tempo do que somente o horário de aula, mas todos tinham compromisso. Então 7 horas eu levantei e fui me arrumar. Já havia deixado o equipamento arrumado e checado pois sabia que o meu dia iria depender dele. Para quem está começando em fotografia profissonalmente, vou contar o que eu normalmente levo: Duas câmeras, dois flashes, três lentes, pilhas, muitos cartões, baterias e acessórios dependendo do tipo de evento. Isso acaba sendo um peso considerável, mas totalmente necessário. Eu saí de casa por volta das 8:30 e claro que rapidamente estava no JB, porque além de ser perto não tinha trânsito. Meus alunos atrasaram um pouco para chegar e foi ruim porque como eu tinha outros compromissos não podia continuar lá indefinidamente. quando deu 11h eu fui embora ( que era exatamente as duas "horas-aula" ), porque tinha que em 30 minutos chegar no almoço de casamento para fotografar. Eu não gosto de horários apertados, mas como não tinha alternativa já estava me previnindo. Antes de sair do JB acessei o site da CET pelo celular e vi que o trânsito estava livre no caminho que eu iria fazer. E realmente palmas para a CET: em 26 minutos eu estava parando o carro na Cantina Roperto, um tradicional restaurante italiano em SP. Como na verdade eu havia combinado com os noivos de chegar ao meio-dia, estava um pouco adiantado ( mas como vocês sabem eu costumo ser bem rígido com os horários ). Esse casamento foi muito legal por alguns apectos interessante: os convidados e noivos eram muito simpáticos e tudo correu de forma harmônica. O local era bem complicado de fotografar. Afinal, era um restaurante e o espaço limitado. Para piorar só havia uma janela de um lado, o que causava uma diferença gigante de luz. Mas nem tudo na fotografia é como queremos e ter jogo de cintura é fundamental. Busquei ângulos diferentes, sem ser muito ousado pois os noivos queriam um meio termo entre o registro e o artístico. O engraçado foi o Juiz de Paz me chamar em um canto no meio do "casamento" para me contar:
-Olha, agora eu vou entregar a certidão e vou falar uma coisa engraçada para eles rirem....presta atenção que será legal fotografar.
Eu poderia ter me sentido ofendido por alguém me ditar o ritmo de trabalho ? Claro que não. Eu achei muito legal. Provavelmente eu não perderia o momento do riso mesmo se ele não tivesse me avisado, mas o fato de ele se preocupar foi muito legal. Depois de muitas fotos e poucas poses, o primeiro casamento do dia chega ao fim. Sim... você não leu errado, caro leitor. Esse era apenas o primeiro casamento. Eu não gosto de marcar duas coisas no mesmo dia, mas esse sábado acabou acontecendo. Um amigo de uma produtora me ligou para ver se eu poderia oftografar um casamento na parte da noite. Como eu não faria o Making Of, poderia chegar na cerimônia por volta de 19:30 porque a noiva entraria somente às 20h. E lá vai o Guto.... saí da 13 de Maio ( uma rua no centro de SP ) rumo a São Bernardo do Campo ( uma cidade na região metropolitana ). Eu tinha um pouco de tempo, então aproveitei para parar em casa para o providencial Backup. Deixei os cartões que havia usado no primeiro casamento, fiz um BKP deles no micro e peguei outros cartões para o próximo. E esse casamento vou contar só no próximo post, com fotos e ainda essa semana... prometo!
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