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Foto de show - Claudia Leitte, Pitty e comentários da profissão

sexta-feira, 12 de novembro de 2010






Olá leitores, tudo bom ?

Faz um tempo que venho pensando sobre esse post. Outubro e o começo de Novembro foram bem corridos, e isso acabou atrasando um pouco para eu escrever. O grande problema da fotografia social é que ela não termina no click. Na verdade há poucos ramos da fotografia profissional aonde o fotógrafo realmente só clica e deixa backup, armazenagem, conversão e edição para terceiros. Eu sou meio chato e gosto de acompanhar esse processo, até porque dessa forma tenho como garantir ao cliente aquilo que prometo ( e vendo, claro ). Nos posts anteriores eu falei muito de evento empresarial, casamento, festa e outros assuntos. Hoje vou falar um pouco de show, que é um tipo de foto que eu gosto de fazer, mas que está sendo um pouco banalizada, assim como a própria conotação de "fotógrafo profissional". A idéia desse post surgiu um dia que estava fotografando um show e um dos fotógrafos no fosso ( aquele espaço reservado entre o palco e a platéia )insistia em usar o flash. Falei isso no twitter e rendeu um bom papo sobre a fotografia de espetáculos/show. Então chegou a hora de ir direto ao assunto: Usar flash em fotos de show e espetáculos é IMPERDOÁVEL ( salvo casos EXTREMAMENTE raros ). Sim…… aqui reside o ponto polêmico. Mas então como fazer quando a luz está ruim ? Aí que entra o profissionalismo: ou você sabe extrair o máximo do equipamento ( e investiu consideravelmente neles também ) ou simplesmente você está na categoria dos profissionais-não-éticos. Mas o que flash tem a ver com ética ? Vou explicar e criar mais polêmica.

Foto de show é algo que exige bom equipamento, conhecimento técnico, rapidez de raciocínio e acima de tudo profissionalismo. Ouço muitos que querem começar nessa área reclamando que usam o flash porque a luz estava ruim. Ruim é o fotógrafo….. me desculpem. Se o fotógrafo fosse bom ( e ético ) jamais venderia o serviço para o cliente sem ter o equipamento adequado. Afinal, você correria na Stock Car de Gol 1000 ? Entáo não reclame da luz ruim querendo fotografar com uma lente escura ou uma câmera prossumer. Realmente a nitidez vai embora e o ruído vem forte. Se você não tem equipamento e/ou conhecimento suficiente, seja ético. É melhor para todos. Lembrando que negar um sob não é demérito. Pelo contrário, mostra o quanto amadurecido o profissional é. Vamos a um exemplo simples: Editorial de moda. É algo que eu não faço e já recusei fazer, mesmo tendo um amigo editor chefe de revista. E a explicação é simples: não tenho expertise nessa área, e não quero usar meu cliente de cobaia ( muito menos como "escola"). Eu sei que não é fácil recusar um job, mas muitas vezes nos mostramos maduros ao dizer não quando necessário, reconhecendo que aquele ainda não é o momento certo. Claro que não quero com esse post dizer que para fotografar show tem que ser com Full Frame e lente 2.8. Eu quando comecei usava XT, 20D e outras câmeras terrivelmente ruidosas, mas que naquela época era o que havia disponível. Uma simples 50mm 1.8 já pode ajudar bastante. Mas volto ao ponto: saiba quais as limitações do seu equipamento ( e as suas, claro ) e ofereça ao cliente o que está ao seu alcance. Bom, falei, falei, falei e ainda não consegui chegar aonde queria, então pausa na parte administrativa e de marketing e voltamos a técnica.

Flash em show ? Na sapata da camera ? Isso detona a iluminação e os efeitos que ela proporciona. Nessa hora tem que fotometria corretamente e clivar certeiro. Show é muito dinâmico. Luzes acendem e apagam, mudam de direção, o artista corre, pula, se mexe. Essa tensão é muito legal, portanto tento usar sempre ao meu favor.

Na última semana fotografei alguns shows: Marcelo D2, Emanuelle Araújo, Pitty e Claudia Leitte. A melhor produção com certeza é da Claudia Leitte. Tudo organizado, e ela sempre muito simpática. Tive o prazer de ir ao backstage antes do show. Conversei com a Claudia Leitte e aproveitei para mostrar a foto que fiz no último show dela, que é de um beijo. Ela curtiu bastante, mas era hora de ir para o fosso que o show iria começar. E não é que no meio do show ela repete o beijo ? Apertei o disparador da 7D e a foto ficou bem legal. Agora no próximo show dela tenho mais uma para mostrar….



Fotografando Musical da Broadway

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Olá leitores ! Peço desculpas pelo tempo sem escrever. Vida de fotógrafo muitas vezes fica uma loucura total. Além de todos os clicks e clientes, tem a família, que é fundamental. Então vou aproveitar meu vôo para Cuiabá e escrever um post novo ! No vôo de volta escrevo sobre como foi fotografar em MT com 40 graus na cabeça...rs.

Nesse tempo que fiquei sem postar, fotografei bastante coisa diferente. De coletiva de imprensa a ensaio de gestante. Mas hoje vou falar sobre um show que fotografei na sexta-feira, e que como muitos alunos vieram com dúvidas sobre show para mim, acredito que será interessante.

Eu fui fotografar um musical da Broadway, chamado Jekyll & Hyde - o médico e o monstro. O espetáculo aconteceu no Teatro Bradesco, que fica no interior do shopping Boubon. Apesar de ser dentro do shopping, o teatro surpreende pelo tamanho, beleza, estrutura e organização. Eu cheguei e fui direto para a entrada de serviço, já que a portaria só abre próximo da hora do show ( essa é a primeira dica.... ). Minha boa impressão com a organização começou logo na entrada. Passei meu nome e em menos de 1 minuto o segurança já havia localizado minha autorização prévia e liberado a entrada. Como eu não conhecia o local, cheguei um pouco antes para poder explorar os ângulos e posicionamentos. Fiz um reconhecimento breve dos camarotes, frisas e platéia. Nesse tempo encontrei a responsável pela peça, que foi muito simpática e colocou-se à disposição caso houvesse algum contratempo. Ainda havia um tempo considerável para o início do espetáculo, então voltei novamente para o interior e testei os ângulos que tinha pensado em clicar. Aqui vai uma pausa para um detalhe: normalmente em show a gente ( fotógrafo ) fica no “fosso”, que é o espaço entre o palco e a platéia. Dessa forma as fotos saem sempre com o enquadramento “de baixo para cima”. E o legal desse teatro é que justamente o fosso seria o único lugar aonde eu não poderia ficar, pois existia uma orquestra que faria a música do espetáculo. Sinceramente eu achei ótimo, pois dessa forma permitiria que eu mudasse um pouco a visão e isso ia permitir exercitar a composição. E obviamente o resultado final seria diferente do que normalmente faço em shows. Vamos adiantar um pouco o tempo, pulando a descrição das pessoas chegando e ocupando seus lugares para já falar do momento do musical. Aqui vem mais um detalhe importante. Em shows é muito comum o som ser demasiadamente alto, o que para mim é bom porque simplesmente anula qualquer ruído da câmera ou da minha movimentação/troca de equipamento. Só que nesse caso a dificuldade foi maior, porque o som era baixo a maior parte do tempo, com apenas uma voz cantando e a orquestra acompanhando. Então o click poderia sim incomodar as pessoas que pagaram para estar lá. E como a organização havia me deixado com liberdade de ação, não queria que de forma alguma chegasse uma reclamação ( gosto de ser conhecido por ser “invisível” trabalhando...rs ), até poque isso poderia criar empecilhos para o próximo fotógrafo que venha a trabalhar lá. Bom, então o que fiz para conseguir trabalhar ? Improviso, claro.... Em fotografia ou a gente tem verba infinita para comprar tudo ou o improviso passa a ser peça fundamental. Nesse caso eu fiz de duas formas: nas partes aonde a música era mais alta, clicava normalmente. E nas passagens mais silenciosas eu clicava no modo “live view” com a opção “silent” ligada. Isso porque o movimento do espelho que é a grande causa do som característico das DSLR´s. Cortando esse movimento o nível de ruído cai consideravelmente. E fui dessa forma alterando entre os modos para conseguir fotografar. E no final, mais uma vez fiquei feliz com o resultado e gostei também do musical. E antes que me perguntem: sim, foi em RAW. JPG eu só uso em fotojornalismo por causa do tempo escasso entre o click e a foto online.

Espero que tenham gostado e quem quiser sugerir um tema para eu falar, fique à vontade. Abraços,

Guto Marcondes – fotografia

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twitter: @gutomarcondesbr

Fotojornalismo e adrenalina - combinação perfeita

domingo, 6 de junho de 2010


Olá !! Primeiro quero me desculpar pela demora entre os posts. Além de clicar, editar e também negociar eu consegui um antigo sonho que era dar aula de fotografia. Estou muito contente, e como elas opcupam um espaço de tempo que antes era ocioso, acabam atrasando um pouco os posts. Mas então chega de desculpas e vamos logo ao que interessa.
Hoje quero falar um pouco de fotojornalismo. Esse é um job que fiz e que foi muito legal, por isso queria compartilhar. Foi em Campinas, em um conhecido hotel 5 estrelas. Haveria a apresentação para a imprensa de toda a linha de veículos "modelo novo". Como Campinas é próxim ode São Paulo, fomos de carro. Chegamos cedo, e fomos fazer reconhecimento do local, espaços e aproveitamos para o check-in também. Já aproveitei e montei o equipamento e deixei carregador, mochila e acessórios no quarto. Em pouco tempo começou a chegar um monte de jornalista, de várias partes do país. E também teve início ao test-drive dos veículos. E aí que está a parte da "adrenalina" que mencionei no nome do post. Eu fiquei responsável pelo "camera car". É o termo que usamos para falar do fotógrafo que vai clicar os carros em movimento, estando em outro carro também. Eu gosto de fazer camera car. Só que dessa vez ao invés de usarmos uma pista de teste ou um autódromo fechado, teria que ser feito nas rodovias Anhanguera-Bandeirantes. Imagina a cena: Eu, pendurado na janela traseira de um Polo ( que o vidro não abre inteiro ) no meio da estrada, a 120Km/h, tentando um bom enquadramento. Para vocês entenderem a dificuldade, quando estiverem na estrada a essa velocidade, abaixem o vidro coloquem a mão para fora do carro. Vão perceber como o vento é forte. Conseguir estabilizar a câmera, com baixa velocidade e ainda assim não errar o enquadramento e não tremer é quase uma missão insana, mas muito divertida. Eu quando fotografo gosto das dificuldades pois elas sempre me ajudam a evoluir e a desenvolver minha técnica e forme de clicar. Nessa situação é claro que muitas fotos são perdidas, mas justamente temos que tentar diminuir ao máximo essa quantidade, até porque cada clique tem um custo ( apesar de muitos acharem que só porque é digital não tem, estão redondamente enganados e saberão disso quando receberem a primeira conta da assistência técnica ). Fotos feitas, voltamos ao hotel para descarregar e enviar na sala de imprensa. Passei o dia fotografando várias situações. Foi uma correria tão grande que quando a primeira parte do evento terminou, às 18h, eu ainda não havia nem conseguido almoçar. Foi o tempo de tomar um banho e descer para a abertura oficial e apresentação. Assim que entrei no local já vi a dificuldade: O WB estava confuso, com luzes 2800K a 6000K. Iria ter que priorizar uma fonte e ter que acertar para que o pós-processamento não demorasse demais. Já que em fotojornalismo é "tudo para ontem", usar RAW nem pensar... atrasaria demais qualquer tentativa de entregar as fotos no horário. Final de noite com um jantar, e até que enfim, depois de mais de 14 horas, consigo fazer uma refeição que não fosse café e pão de queijo. Se não tiver emoção, correria, adrenalina e principalmente "dar o sangue", não é o fotojornalismo mais legal de fazer ( pelo menos na minha humilde opinião...rs ). Espero que gostem e aproveitem para anexar duas imagens aleatórias que fiz, sem tratamento, só resize, Quem quer ver fotos estáticas depois posto umas que sairam no jornal Agora, reportagem de página inteira ( orgulho !! ). Obrigado mais uma vez pela paciência em ler e esperar. Já estou pensando no próximo post e prometo que não vai demorar. !!
Guto Marcondes - fotógrafo
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Sábado com muito job, muita foto e timing perfeito

domingo, 11 de abril de 2010
Esse posto de hoje vou contar sobre meu sábado, que está bem recente na minha cabeça, apesar do cansaço que toma conta do meu corpo ainda hoje mesmo depois de uma semi-noite de sono. Então vou inciar pelo começo ( como dizia o profeta, ou o poeta....a essa altura tanto faz ).
Eu acordei cedinho porque tinha aula prática com meus alunos no Jardim Botânico. Tinha tentado remarcar para Domingo que eu sabia que o tempo estaria melhor e eu poderia ficar mais tempo do que somente o horário de aula, mas todos tinham compromisso. Então 7 horas eu levantei e fui me arrumar. Já havia deixado o equipamento arrumado e checado pois sabia que o meu dia iria depender dele. Para quem está começando em fotografia profissonalmente, vou contar o que eu normalmente levo: Duas câmeras, dois flashes, três lentes, pilhas, muitos cartões, baterias e acessórios dependendo do tipo de evento. Isso acaba sendo um peso considerável, mas totalmente necessário. Eu saí de casa por volta das 8:30 e claro que rapidamente estava no JB, porque além de ser perto não tinha trânsito. Meus alunos atrasaram um pouco para chegar e foi ruim porque como eu tinha outros compromissos não podia continuar lá indefinidamente. quando deu 11h eu fui embora ( que era exatamente as duas "horas-aula" ), porque tinha que em 30 minutos chegar no almoço de casamento para fotografar. Eu não gosto de horários apertados, mas como não tinha alternativa já estava me previnindo. Antes de sair do JB acessei o site da CET pelo celular e vi que o trânsito estava livre no caminho que eu iria fazer. E realmente palmas para a CET: em 26 minutos eu estava parando o carro na Cantina Roperto, um tradicional restaurante italiano em SP. Como na verdade eu havia combinado com os noivos de chegar ao meio-dia, estava um pouco adiantado ( mas como vocês sabem eu costumo ser bem rígido com os horários ). Esse casamento foi muito legal por alguns apectos interessante: os convidados e noivos eram muito simpáticos e tudo correu de forma harmônica. O local era bem complicado de fotografar. Afinal, era um restaurante e o espaço limitado. Para piorar só havia uma janela de um lado, o que causava uma diferença gigante de luz. Mas nem tudo na fotografia é como queremos e ter jogo de cintura é fundamental. Busquei ângulos diferentes, sem ser muito ousado pois os noivos queriam um meio termo entre o registro e o artístico. O engraçado foi o Juiz de Paz me chamar em um canto no meio do "casamento" para me contar:
-Olha, agora eu vou entregar a certidão e vou falar uma coisa engraçada para eles rirem....presta atenção que será legal fotografar.
Eu poderia ter me sentido ofendido por alguém me ditar o ritmo de trabalho ? Claro que não. Eu achei muito legal. Provavelmente eu não perderia o momento do riso mesmo se ele não tivesse me avisado, mas o fato de ele se preocupar foi muito legal. Depois de muitas fotos e poucas poses, o primeiro casamento do dia chega ao fim. Sim... você não leu errado, caro leitor. Esse era apenas o primeiro casamento. Eu não gosto de marcar duas coisas no mesmo dia, mas esse sábado acabou acontecendo. Um amigo de uma produtora me ligou para ver se eu poderia oftografar um casamento na parte da noite. Como eu não faria o Making Of, poderia chegar na cerimônia por volta de 19:30 porque a noiva entraria somente às 20h. E lá vai o Guto.... saí da 13 de Maio ( uma rua no centro de SP ) rumo a São Bernardo do Campo ( uma cidade na região metropolitana ). Eu tinha um pouco de tempo, então aproveitei para parar em casa para o providencial Backup. Deixei os cartões que havia usado no primeiro casamento, fiz um BKP deles no micro e peguei outros cartões para o próximo. E esse casamento vou contar só no próximo post, com fotos e ainda essa semana... prometo!
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Prefeito Kassab - Coletiva de Imprensa

sexta-feira, 5 de março de 2010


Hoje foi dia de fotojornalismo ! Fui fotografar a coletiva de imprensa na Prefeitura de São Paulo aonde seria anunciado o mundial de Judô na cidade. estavam presentes vários amigos de profissão, além de vídeo da ESPN, Band e outras mídias. Kassab, Walter Feldman, "Magic" Paula, o judoca e agora político Aurélio Miguel além de vários medalhistas na modalidade. Em coletiva de imprensa o normal é dividir em imagem e vídeo. Os fotógrafos costumam ficar na frente, e os de vídeo ficam no fundo, normalmente no lugar mais alto para não sofrer interferência de pessoas. Quando chega a hora de juntar todo mundo para fazer a foto "posada", essa hora fica loucura. Todo mundo se amontoa porque ninguém quer ficar em um ângulo muito ruim. O legal essa hora é clicar e dar espaço para outro que ainda não conseguiu uma boa foto. Curiosamente minhas duas fotos eleitas para esse post foram em momentos relativamente tranquilo da coletiva. O primeiro é o Kassab ouvindo, com uma brincadeira de DOF. Aproveitando para o avisar que a "Água Atibaia" não está me pagando nem patrocinando o blog...hehe. A segunda é aquela foto que a gente clica no milésimo de segundo que a pessoa faz careta..... e acaba ficando mujito interessante. Eu gosto de pegar as pessoas em momentos espontâneos, seja em fotojornalismo, em evento ou casamento. Claro que eu busco pegar expressões que traduzem o momento que está sendo vivido, porque para mim a foto tem que ser mais que um simples retrat:, tem que ilustrar o momento, contar a história. Isso é difícil, mas é a base para diferenciar um clicador de um fotojornalista.
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Making of do casamento

segunda-feira, 1 de março de 2010
Hoje vou fazer algo novo: mostrar o making of do post anterior. No casamento desse sábado tive a felicidade de poder fotografar no heliponto de um hotel na região da Av. Paulista. Para quem conhece SP sabe que a Av. Paulista fica em um lugar alto da cidade, então um heliponto no vigésimo oitavo andar proporciona uma vista muito legal da cidade.
Ontem eu esqueci de contar um detalhe importante: os noivos não são "muito fãs de altura". Então além de um procedimento de segurança, chegar muito perto da beirada seria colocar ambos em situação de desconforto, que acabaria sendo transmitida para as fotos.
Detalhe para o relógio do Itaú que falei: 3 graus !! Imagina se fosse verdade essa temperatura e a gente lá em cima no meio do vento... seria loucura. Agradeço ao meu amigo e fotógrafo Reginaldo pelas fotos do making of.


Guto Marcondes - fotógrafo
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Casamento com direito a heliponto

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Hoje vou postar sobre meus cliques de ontem à noite. Era um casamento em um hotel 5 estrelas em São Paulo. Tudo aconteceria no mesmo local: cerimônia, recepção e festa. Por um lado é legal porque evita deslocamento entre pontos da cidade, mas acaba limitando um pouco as opções de ambiente para fotos, já que principalmente em um hotel tudo é muito parecido. Chegamos cedo, e ainda estavam arrumando o salão. Aproveitei para conversar com o outro fotógrafo, que é meu amigo também, e fazer alguns cliques de detalhes. O WB estava uma bagunça. Em cada ponto dava uma temperatura diferente de cor. Nessas horas o RAW ajuda muito. Peguei uma média do WB em cada local importante para já deixar pré-setado na câmera ( assim alivia na hora do processamento ). A cerimônia foi tranquila e tudo correu bem... nem tenho muito o que contar. O legal foi no final: Fizemos as fotos dos padrinhos e família. eu já havia fotografado na suíte presidencial desse hotel e sabia que a vista era muito legal. Sugeri irmos no topo do prédio para fazer as fotos dos noivos. Mas não tinha nenhum restaurante ou mirante. Aí que veio a idéia: E o heliponto ? Claro que a segurança vetou... imagina dois fotógrafos, dois cinegrafistas, os noivos e mais três pessoas no heliponto. É uma responsabilidade enorme para o hotel. Mas choramos um pouco e veio a surpresa: fomos autorizados ! Enquanto o segurança providenciava a liberação do heliponto aproveitei para uns cliques mais descontraídos no lobby do hotel, escadas, jardim, etc. Então o segurança chega com a chave e vamos todos para o vigésimo quinto andar. De lá temos mais 3 andares de escada até o heliponto. Ventava um pouco, mas não tão forte a ponto de atrapalhar. Fizemos os cliques, filmamos um pouco também e logo tivemos que descer: a festa esperava os noivos. Mas valeu a pena. consegui uns cliques diferentes e outros engraçados, como o do relógio do Itaú que marcava absurdos três graus de temperatura. Peguei uma foto que gostei para ilustrar o post: luz de filmagem e cidade de fundo. Vim para casa com muitas fotos e feliz. Conseguir esse tipo de concessão nos locais é bem difícil, e além do gosto de "conquista" tem a realização de fotos que com certeza vão marcar a vida dos noivos. Depois vou postar as fotos do "making of" para vocês, complementando o post.
Guto Marcondes - fotógrafo
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Pauta para revista : Foto de executivos

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Hoje eu tive uma pauta que costumo apelidar de "relâmpago". É o tipo de pauta que a gente gasta mais tempo no trânsito do que fotografando, mesmo que vá de moto. Eu fui chamado para fazer alguns cliques de dois executivos de uma multinacional na região da Faria Lima. Com esse sol e o trânsito de SP, claro que fui de moto. Quando cheguei no edifício uma surpresa: o estacionamento não aceitava motos. Quanta discriminação ! Mas isso é culpa dos motoqueiros que mancham a imagem dos motociclistas ( se bem que isso é assunto para um post que não seja ligado à fotografia ). Bom, chega de reclamações e vamos voltar ao assunto: parei no prédio ao lado, que não tinha restrições. Na recepção logo fui atendido e subi para o andar. Encontrei meu contato, que me passou um briefing sobre as fotos e como elas seriam utilizadas na revista. Logo em seguida os dois executivos chegam. Senhor Carlos e Senhorita Débora, ambos muito simpáticos e tranquilos. - Aqui vou abrir um parênteses para eplicar: normalmente quando a pessoa vai ser fotografada para a revista ela fica tensa, o que não foi o caso.
Rapidamente posicionei eles, fiz os cliques e menos de 20 minutos depois estava tudo concluído. Aqui cabe mais um parênteses: executivos tem a agenda cheia e quere manter eles por muito tempo fazendo pose e clicando muitas vezes acaba criando um stress desnecessário. Por isso rapidez é importante. Mas atenção: não é porque é rápido que tem que ser ruim. Pelo contrário. Tem que ser muito bom e muito rápido.... aí que está a dificuldade. Agora já estou editando as fotos para mandar. Foi tudo tão rápido que nem tenho foto para ilustrar esse post. Fica para o próximo.

Pauta: Visita Presidente Mundial Rotary

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Hoje eu vou falar sobre uma pauta que gostei muito de ter fotografado. A Fundação Rotariana de São Paulo ia receber o Presidente Mundial do Rotary. E ele iria percorrer o colégio, o curso profissionalizante e a escola para crianças surdas. No meu briefing o horário para início era 08h. Então como habitualmente faço, cheguei mais cedo ( precisamente às 7:20h ). Logo na recepção tive uma surpresa: o Presidente na verdade chegaria às 10h. Somente duas horas de diferença. Considerando os 40 minutos que eu cheguei adiantado e mais uns 20 minutos que com certeza ele atrasaria para chegar seriam quase 3 horas sem fazer nada. Aproveitei para ver meus emails, twitter, etc. Depois de um tempo já não tinha mais o que fazer na internet. Fui até a lanchonete e depois sentei na portaria aonde o presidente chegaria. Fiquei conversando com os funcionários até um pouco antes de a comitiva chegar. Com o horário se aproximando, montei o equipamento, testei, verifiquei a configuração e já fiz uns cliques do lugar. Um tempo depois o Sr. John e sua esposa June chegaram. Um casal bem humorado desce da van, comprimentando o pessoal da fundação e do local. Como os deslocamentos são grandes, havia um carrinho tipo de golfe para transportá-los. A visita ocorreu normalmente. Em um momento me pediram que tirasse uma foto do Presidente embaixo de uma frase escrita na parede, que é o lema deles. Ótima oportunidade para treinar o inglês. Lá vou eu "dirigir" o Sr. John para a foto posada. Tento ser rápido e faço apenas 3 cliques para não atrapalhar.
Mas a parte que realmente foi emocionante foi a visita à escola para crianças surdas. Na entrada fomos recepcionados pela diretora da escola. Ela conduziu o grupo enquanto explicava como funcionava e as características que diferenciavam a escola. A intérprete era boa e conseguiu manter o ritmo das explicações sem perder ou omitir informações. Ela tinha uma boa pronúncia e me concentrei somente na explicação em inglês dela já aproveitando para "treinar". Entramos em uma sala de aula aonde 10 alunos estavam assistindo um vídeo sobre LIBRA - Linguagem Brasileira de Sinais. Mais um momento de explicação. E o mais legal foi ver duas intérpretes ao mesmo tempo: A diretora da escola falava, e na sequência o inglês era falado para o Sr. John e a Sra. June, enquanto a professora "falava" com os movimentos da LIBRA para os alunos entenderem a visita. Os alunos foram muito receptivos, e o bom humor dos Escoceses ( Sim, John e June não são americanos....... rs ) contribui e com certeza as melhores fotos do dia aconteceram dentro daquela sala. Mais um dia de fotos excelentes, vou embora satisfeito com o resultado e feliz por ter conhecido mais sobre coisas que normalmente não vemos. Now is time to go home !!! Big day, great pics ! Excelent. The sun is shine but i have more things to do: backup, burn data, edit, upload. Bye and se ya !!!
Guto Marcondes - fotógrafo
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Pauta off-road

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Hoje o post vai ser sobre uma pauta aonde havia mais lama, e obviamente ao voltar para casa o estado da minha roupa era característico de "off-road". O job era justamente sobre 4x4, em uma cidade a 80km de São Paulo. Saí logo cedo de casa com o GPS programado e as informações para chegar impressa ( vai que o GPS falha... ). A estrada estava livre, e logo cheguei. Fiz o reconhecimento do local e tive uma surpresa : junto estava acontecendo o JeePasseio. No estacionamento estavam vários tipos de off-roads: Land Rover, Troller, Rural, Willis, Samurai, etc. E todos ficaram morrendo de vontade de andar na pista "especial", mas era fechada para convidados. Na verdade nesse dia era a visita da diretoria pré inauguração. E todos andaram na pista. Isso foi excelente porque rendeu fotos ótimas dos carros e da lama. E o tempo também ajudou: ficou alternando entre sol e nublado. Apesar de dificultar um pouco mais o controle de WB e fotometria, quando acontece essa alteração fica bom porque as fotos ganham um pouco mais de dinâmica. Com o passar das horas a lama foi secando e virando poeira. A poeira no equipamento pode ser um problema, principalmente na troca de lente porque entra muita sujeira no sensor. Então planejar é sempre a solução. Depois de muitas fotos, sujeira no pé e sol, chega ao fim o evento. Volto novamente feliz. Agora tenh oque chegar em casa, fazer bkp, editar, salvar e upar porque em poucas horas tem outro evento. :)


Casamento no feriado de SP

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Essa segunda foi feriado em São Paulo. Meio estranho esse feriado porque como é da cidade somente SP estava "parada". Mesmo assim havia um casamento para fotografar. Eu não reclamo.... se é foto eu vou sorrindo ! O casamento foi marcado em um sítio na região da Serra do Mar, então já imaginei que o local seria cercado de muito verde. E confesso que o tempo me preocupoava, já que casamento em sítio com chuva é um pouco frustrante porque perde-se boas fotos na área verde. Cheguei cedo no sítio e felizmente o tempo estava ficando melhor. A noiva chegou em seguida. eu e o outro fotógrafo havíamos feito o reconhecimento no local, e era muito bonito. A cerimônia seria ao ar livre, na beira de um lago e rodeado de árvore. Mais perfeito seria pedir demais ! Só tinha um detalhe: com toda a chuva que vem caindo a grama estava encharcada. Conforme a gente andava sujava todo o sapato e a roupa. Eu não ligo. Pelo contrário: me divirto ! A cerimônia começou atrasada. As nuvens cobriram o céu bem nessa hora. Gostei porque não foi uma cerimônia curta. Isso permitiu explorar vários ângulos e clicar muito. Depois da cerimônia teve a recepção com o almoço, sem muitas novidades ou coisa para contar.... Voltei para casa com um monte de foto, sabendo que havia conseguido bons cliques. Isso é gratificante ! E deixo como ilustração desse post o meu pé de lama já no final da festa ( estava pior durante a cerimônia ). Posso me sujar, mas não perco a foto !!!! :)

Festa à fantasia - 30 Anos

domingo, 24 de janeiro de 2010
Ontem eu fui fotografar uma festa À fantasia; era um aniversário de 30 Anos. eu gosto de festa à fantasia porque normalmente é animada. Não sei se o fato das pessoas irem fantasiadas altera o "humor" da festa, mas eu sempre me divirto com as fantasias e situações que clico. Vou contar um pouco do evento. O buffet era um pouco longe da minha casa ( mais de 20km ). Então olhei no guia para saber aproximadamente o caminho, e programei o GPS ( tenho backup até de caminho...rs ). Fiquei com medo do trânsito por causa das chuvas, mas felizmente São Pedro colaborou e cheguei mais cedo do que precisava. Meus leitores sabem: chegar cedo nunca é uim. É muito melhor chegar 1 hora antes do que 5 minutos depois. Aproveitei esse tempo para conhecer o local, tirar umas fotos e conversar com o aniversariante e a esposa.
Um tempo depois os convidados começaram a chegar. Os contratantes queriam que eu ficasse na porta para fotografar todos que chegassem. Nessa hora um segundo fotógrafo fez muita falta, porque fiquei duas horas só fotografando "posadas" e enquanto isso a festa acontecendo. Mas como era praticamente só família e o salão pequeno deu para contornar. Quando via uma cena interessante eu corria, clicava e "voltava para a porta". E então o aniversariante entra no salão, vestido de Elvis e tocando guitarra. Dá uma volta pelo salão com a música e depois passa para comprimentar as pessoas. Nessa hora cliquei bastante.... Logo em seguida foram todos para a pista, rendendo mais fotos divertidas. Chega a hora do parabéns. Enquanto começam a canta, vem uma chuva de spray de espuma. Muita espuma mesmo..... Mas nem ligo porque sei que a câmera aguenta sem problema. A festa acaba e volto para casa. É a hora do famoso backup !!! Enquanto isso eu abro o twitter e leio vários fotógrafos online fazendo a mesma coisa. É a profissão. :)

Foto aérea

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Hoje vou falar sobre uma foto aérea que fiz. O objetivo era fotografar um terreno com uma construção em Embu, próximo de São Paulo. No dia marcado para as fotos o tempo não ajudou e tive que entrar em contato com o pessoal do Helicóptero para remarcar. Por sorte dois dias depois o tempo estava bom e levantamos vôo. O helicóptero estava sem a porta, o que deixava um vão gigante aberto, excelente para fotografar, mas me dava frio na barriga ao olhar para baixo. O comandante era também instrutor de helicóptero e gostava de fotografia, e foi interessante porque rendeu bons papos na "viagem" de SP até Embú. Eu perguntava sobre voar e ele sobre clicar. Com as cordenadas no GPS, chegamos no local. Mesmo sabendo aonde é reconhecer um local por cima é difícil.... nosso olho está acostumado a um padrão de visão, e quando mudamos reconhecer os lugares exige mais concentração. Fizemos uma volta para eu ver qual ângulo ficava melhor. Definido de que forma eu clicaria, pedi ao comandante que se posicionasse e pronto.... alguns minutos clicando, fazendo variações, etc. Dessa vez foi tudo em RAW, já que a foto seria ampliada bastante e exigiria um tratamento criterioso. Com o objetivo cumprido, voltamos para SP. Ainda restaria 15 minutos de vôo da 1 hora obrigatória que eu havia pago. Aproveitei para passar por alguns lugares de SP que eu nunca vi pelo alto sem ser pela pequena janela do avião a caminho do aeroporto de Congonhas. Pousamos com tranquilidade. Agopra eu precisaria editar as fotos. Mas aí aconteceu o inesperado: recebo uma ligação da empresa de helicóptero que os moradores da região ficaram assustados com o sobrevôo e queriam maiores informações. Como ela por motivos éticos não podia passar nada do vôo, eu entrei em contato com a pessoa. Era um ex-aviador, que havia anotado o prefixo da aeronave. O motivo de tanto "problema" era que a associação dos moradores estava com medo de assaltos e desconfiaram que o fato de alguém estar "filmando" no helicóptero poderia ser para planejar futuros roubos. Foi aí que caiu a ficha: a paranóia nas cidades está cada vez maior. Confesso que se eu morasse lá jamais pensaria uma coisa dessas. Mas cada doido com sua mania.... Depois de tudo explicado, ele ficou mais tranquilo. Pois é, além de fotógrafo também sou conselheiro, apaziguador ( existe essa palavra ?? sei lá.... ) e outras coisas. Afinal, o fotógrafo não começa e nem termina com o click.

Evento empresarial - Novo presidente

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Depois do stress que foi o último post devido ao trânsito, saí de casa ainda mais cedo, apesar de ter ouvido na previsão do tempo que não choveria forte novamente. Dessa vez o evento era no Terraço Daslu, que fica na cobertura de um dos shopppings mais chiques e reservados do Brasil. Eu conheço razoavelmente bem a região, porque morei perto durante um tempo, então nem precisei me preocupar em "como chegar". O trânsito estava um pouco pesado por ser sexta-feira, mas eu tinha tempo de sobra. E isso ficou bem claro quando eu cheguei e ainda estavam na montagem do evento. Aguardei um pouco para esperar a decoração ficar pronta e comecei a clicar os ambientes. Em evento empresarial/corporativo há uma grande quantidade de luzes coloridas e em intensidades elevadas. Isso acaba deixando o WB da máquina completamente maluco. Eu costumo setar em Kelvins, já que trabalho em JPG ( fazer eventos em RAW é mais loucura ainda..... principalmente quando há eventos em dias consecutivos ). Nessas horas o importante é acertar na hora do click. Eu deixo para o pós-processamento somente o básico do básico ou o extremamente necessário. Tento concentrar a atenção para o click mesmo. Bom, voltando ao evento......
Logo depois de clicar os ambientes os convidados começaram a chegar. Rapidamente o sação estava cheio. Seriam aproximadamente 500 pessoas. O salão principal é aberto e todos sentam nas mesas para os discursos: presidente antigo, pessoas especiais, presidente novo, etc.... Aos poucos as pessoas ocupam o púlpito, falam e descam para dar lugar a outra. E nesse tempo de fala que tenho que aproveitar para conseguir boas imagens. conseguir uma boa expressão da pessoa falando é difícil. Normalmente sai com careta, olho semi-fechado, etc. Por isso nesse momento o meu dedo pressiona mais vezes o botão, até conseguir "a foto boa". Termina a parte formal e logo começa o jantar. Eu realmente não gosto de fotografar pessoas comendo. Acho deselegante e é o tipo de foto que nunca é usada, além de constranger o fotografado. Então aproveito esse tempo para rever algumas fotos no LCD e apagar as que ficaram ruins ( principalmente dos discurso por causa das "caretas" que mencionei ). Essa pré-seleção já elimina algumas fotos que ocupariam espaço e de uma forma eu perderia tempo deletando no micro.
O jantar chega ao fim com a abertura da pista de dança. Como é evento empresarial, mais alguns clicks e estou dispensado. Já passa da 1 da manhã, e daqui a 12 horas tenho um casamento para fotografar. É o tempo de descarregar, transmitir, tomar banho e descansar. No próximo post conto do casamento. Abs !!!
Guto Marcondes
www.gutomarcondes.com.br
www.fotografosocial.com.br

Evento Empresarial

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Ufa.... nem acredito que vou conseguir postar depois de todo o stress de ontem ! Vou começar a história para que vocês possam entender o que foi o meu dia e o motivo de eu ficar praticamente em pânico...rs.
Eu tinha um evento às 19h, na região da Faria Lima. Precisava chegar lá por volta das 18h. Então olhando o céu escuro de tempestade quando deu 16:40 eu peguei minha mochila e saí. O trânsito incrivelmente estava bem, até eu chegar na Marginal. Eu vinha pela ponte estaiada, e caí direto na via expressa. E não é que estava tudo paradao ? Sim... PARADO !!! Havia pontos de alagamento intransitáveis na Marginal e o trânsito tinha sido interrompido. Nessa altura não tinha o que fazer. Desliguei o carro, peguei o celular e fui postar no twitter para tentar diminuir o stress. Mas não tem jeito ... a hora vai passando e a tensão vai aumentando. quando deu 18h eu ainda estava na altura da Av. dos Bandeirantes. Eu escutava a rádio Sulamérica, e a cada boletim eu notava que o trânsito estava mais caótico. Por um lado isso é relativamente bom, já que se SP está parada o evento atrasa. Finalmente depois de quase duas horas ( em um percurso que normalmente leva 25 minutos ) eu consigo chegar. Obviamente o evento estava vazio e os organizadores estavam cientes da loucura do trânsito. Tanto que atrasou quase duas horas o início. Conversando com algumas pessoas descobri gente que ficou 4 horas no trânsito... loucura !
Entra o Marco Luque ( do CQC ) no palco para iniciar a cerimônia.... a luz está legal, só que com uma temperatura de cor muito ruim. Mesmo compensando no WB fica um pouco amarelado, mas não tem saída... é um trabalho para pós-produção já que o lmite da câmera foi atingido. Termina a cerimônia e uma banda começa a tocar e de repente o Marco Luque sobe ao palco com uma gaita e toca um blues bem legal. Divertido essas coisas inesperadas, e além de tudo rendem boas fotos. Fim do evento, e ainda chove em SP ( felizmente apenas chuva fraca ). O trânsito está livre e chego em casa rápido. E agora é torcer para não acontecer esse temporal de novo.....

O fotógrafo em : Muita correria parte II

terça-feira, 1 de dezembro de 2009


Para não perder o clima do post anterior, resolvi logo em sequência escrever esse. Até porque se falo tanto em correria nada mais justo do que correr na hora de postar também ! Eu terminei o último post contando que cheguei em casa por volta das 2h da madrugada, então vou partir exatamente deste ponto.
Ao chegar em casa, já liguei o micro e fui descarregando as fotos enquanto arrumava as coisas para o dia seguinte. Terminei tudo por volta das 3h, e fui dormir para acordar apenas duas horas depois. Eu tinha que estar às 7h perto do Pico do Jaraguá, e considerando que deveria chegar um pouco antes por precaução, praticamente só cochilei. O trânsito essa hora é bom, então não tive muito problema. Eu tinha a indicação do local de forma precisa, o que também facilitou. Era um workshop sobre meio ambiente, promovido por algumas empresas e instituições. Sem muita dificuldade porque o local era bem iluminado e haviam apenas 30 participantes. E como o palestrante foi praticamente o mesmo, não há necessidade de ficar o tempo todo clicando. Até porque o som do obturador pode incomodar quem está participando. Em situações como essa o ideal é aproveitar o começo e fazer os clicks para depois interferir o mínimo possível na apresentação. A previsão inicial para o término era as 15h, mas como sempre atrasa ( lembra o que falei no post anterior ? rs ) eu saí somente às 16:30h. Um pouco atrasado, ainda mais que tinha outro evento em Santo André ( sim, do outro lado da cidade !!!!! ) em apenas 1:30h. Em uma situação dessas só existem 3 saídas: Teletransporte, helicóptero ou moto. O primeiro ainda não inventaram; helicóptero é muito $$$.... fico então com a moto. Sou um motociclista, não motoqueiro. Então não gosto de correr e andar no "corredor", mas foi necessário. No fundo eu estava com mais medo da chuva que estava prestes a desabar em SP do que preocupado com o horário, pois sabia que chegaria a tempo justamente por estar de moto. E no final foi perfeito: cheguei em Santo André exatamente 1 hora depois que saí do Jaragua. E logo que entrei no teatro a chuva começou. Até esse momento a sorte estava ao meu lado. Mas era só até esse momento. Haveria um ballet de uma escola de dança para fotografar. Conversei com o iluminador e ele me deu um briefing da luz. Achei perfeito.... doce ilusão. Assim que a cortina abriu comecei a pensar se ele falou aquilo pra me agradar ou sacanear. A luz ( ou a FALTA dela ) era crítica, e para piorar havia uma constante variação. Ballet tem movimentos rápidos, então sem luz é complicadíssimo congelar os movimentos e pegar os momentos chaves. Fui aproveitando os picos de luz para fazer os cliques, sempre no limite de ISO, abertura e velocidade do equipamento. Em uma situação como essa o índice de aproveitamento das fotos cai bastante, mas faz parte do processo. Voltei para casa com bastante foto, mas pelo menos 15% vai direto para o lixo. O legal é que mesmo assim ainda tenho fotos excelentes ! Foi realmente extrair leite de pedra !

Muita correria..... é a vida do fotógrafo

segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Toda vez que perguntam minha profissão, quando respondo sempre vem a frase: "Nossa, que legal !! Deve ser muito bom !!". Não vou mentir: Sim, é muito bom. Mas existe um glamour em cima da profissão que não corresponde com a realidade. É mais ou menos o que acontece com a carreira de modelo, onde o visível é a passarela. E a semana passada ilustrou bem o que é a correria e os imprevistos que existem na fotografia. Vou começar pela terça: estava tranquilo, fechando o escritório às 18:20 quando um amigo fotógrafo liga perguntando se eu conseguia em 40 minutos estar em um evento. Ele me ligou porque sabia que era perto da minha casa. Mas pera aí: Faltou uma informação importante: Esse foi o horário que o cliente ligou para ele ! Não é que havia trânsito, imprevistos, etc. Simplesmente o cliente decidiu em cima da hora que queria um fotógrafo. Meu lado fotojornalista não reclama de pauta urgente, apesar de muitos não gostarem. Como meus equipamentos sempre ficam prontos com as pilhas e baterias carregadas, foi só separar o que era necessário, colocar na mochila e sair. Chovia bastante e o trânsito estava meio ruim. Mas por ser perto de casa cheguei pontualmente no início do cocktail. Haveria uma premiação, aonde várias empresas estavam concorrendo. Então aos poucos também chegaram outros fotógrafos. É legal essa hora para conhcer outros profissional, trocar idéia, fazer networking. Afinal antes de serem concorrentes eles tem a mesma profissão que eu. A premiação foi tranquiloa. O palco era grande, e havia espaço suficiente. Objetivo na terça cumprido !! Então vamos para a Quarta....... Quarta estava relativamente "empty". tinha uma pauta simples, que era uma foto de uma reunião de executivos e respectivas fotos individuais. Eu não conhecia o local da reunião, então levei além de dois flashes alguns acessórios ( cabo TTL, disparador remoto, etc... ). Cheguei no local e como a reunião ainda estava em andamento tive que aguardar uns 40 minutos. Assim que terminou eu subi. A sala tinha uma janela grande, que ficava um pouco distante da mesa, o que foi perfeito porque ajudou a gerar uma luz mais difusa. Montei o flash em wireless para luz de fundo e o flash no cabo TTL para preenchimento lateral. tudo feito, hora de voltar para tratar as fotos do dia anterior e as que acabara de fazer. E logo chegamos na Quinta. Aqui que o "bicho pegou". A contratante passou o horário do evento como 15 horas. Sendo assim, como vocês sabem, eu chego 1 hora antes. E aí vem a grande surpresa: O evento começava às 16h. Até aí tudo bem. Só que as 16h seria uma reunião reservada que não era para fotografar. A abertura oficial do evento seria somente às 18h. Então é fácil fazer as contas: 14-18 = 4 horas sentado..... Eu não gosto de ficar sentado. Fui fazendo algumas fotos, mas como estavam montando tudo, não dá para ficar clicando direto, até porque não tem cabimento ter 300 fotos só do ambiente. Bom, se já estava assim quando eu contar que o evento ainda atrasou mais 1:30 porque caiu uma chuva enorme e as pessoas não conseguiam chegar a gente vai ter que voltar naquela conta para alterar a quantidade de horas "esperando". E com o evento iniciando atrasado, é claro que ele terminou fora do previsto. Aliás, uma dica: um evento empresarial nunca termina na hora combinada... sempre atrasa. Uns mais, outros menos. Nesse caso nós saímos perto da meia-noite. Mas ainda não havia terminado: fomos até um grande hotel em SP aonde havia uma concentração de jornalistas para disponibilizar algumas fotos do evento na sala de imprensa. Aí aproveitei e fiz a foto de SP que ilustra eese post. Saldo final do dia: Cheguei em casa quase 2h da madrugada. No próximo vou continuar a "maratona", pois a sexta feira ainda me aguardava....

Calor, e muito sol novamente

quarta-feira, 11 de novembro de 2009


Continuando o processo de registrar as fases da construção da Usina Hidroelétrica, mais uma vez fui para a estrada com destino final o canteiro de obras. Dessa vez tinha uma pauta extremamente grande para fazer, com fotos de grupos, individuais e da obra. Logo cedo já comecei a fotografar os grupos. Essa é uma parte complicada. Na verdade o mais complicado é juntar todo mundo.... a foto em si não tem muito problema. Como eram 3 grupos distintos e em lugares diferentes, criou um pequeno problema de logística, que consegui contornar com base na agenda e horários de almoço. O sol estava muito forte. como dá para perceber no termômetro do carro. Nem o ar condicionado dava conta.No final do dia, depois de muitos cliques, fui para a prefeitura aonde haveria um encontro com a Prefeita que deveria ser registrado. Fiz as fotos no gabinete, e de lá fomos para a cidade vizinha com o mesmo objetivo. E para fechar o dia, uma última foto... já passava das 22:30h, e ainda tinha 400km de estrada para chegar em casa. Tudo devidamente "clicado", guardo o equipamento e pé na estrada !! Agora é preparar para o final de semana, que tem debutante e casamento . :)

No estúdio

terça-feira, 10 de novembro de 2009
Essa postagem vai ser um pouco diferente: dessa vez é foto de estúdio. Fiz uma pequena sessão de fotos, e vou destacar duas que gostei. A primeira é uma mais suave, com iluminação especial. Eu queria algo mais difuso e que o recorte fosse menos percebido, então posicionei dois softs, cada um a uns 30 graus do modelo, e uma luz de leve atrás para o cabelo. Para que o recorte fosse menos evidente eu posicionei a luz de forma mais lateral, de modo que o lado esquedo do modelo não sofresse incidência da luz. E o resultado foi esse:












E como acabamos de passar pelo dia das bruxas, ele me pediu uma foto mais "assustadora". Peguei um hazy 40x40, tirei a tocha do tripe e coloquei nas mãos dele. Desliguei as outras tochas..... só iria usar essa com o hazy. Com um pano preto cobri uma parte do hazy de modo que somente uma linha central deixasse a luz passar, para deixar a luz mais dramática.:













E aí, ficou bom ? Ele gostou.... rs

Casamento Cibele e Emerson

domingo, 8 de novembro de 2009

O post de hoje vai ser sobre o casamento que fotografei. Os noivos eram muito simpáticos, o que ajudou bastante porque esse clima acaba transparecendo nas fotos. Eu cheguei na igreja e o padre ainda estava rezando a missa. Logo percebi que o casamento seria diferente: o padre fazia piadas, brincava e interagia bastante com as pessoas. Logo no fim da miss já arrumei o equipamento e comecei a fotografar a igreja e os detalhes. E fui surpreendido por uma coisa rara: o casamento não atrasou. Na hora marcada, os padrinhos começaram a entrar. O casamento transcorreu bem, e o padre continuou no mesmo estilo que celebou a missa: brincava, fazia comentários e uma outra surpresa: ajudava os fotógrafos e cinegrafistas. Sim ... isso mesmo !! Ele posicionava o buquê, as alianças e até mesmo a certidão de casamento e ainda perguntava se estava bom daquela forma. Muito legal ! Isso ajudou bastante e até por isso cabei clicando mais que o normal. Fomos para a festa, que era próximo da igreja. Lá fizemos s fotos mais comuns para o álbum. E como não poderia deixar de ser, vieram mais novidades. A valsa começou de forma tradicional: noivos ao centro, roda de padrinhos, convidados observando. E no meio da valsa, outra surpresa: a música é substituída por outra dançante e pronto: a pista está aberta. Com tantas surpresas e novidades, posso dizer com certeza que foi um dos casamentos mais legais que já fotografei. No final, fiz essa foto com os noivos para ilustrar o post e como forma de homenagear toda essa alegria e felicidade.