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Foto de show - Claudia Leitte, Pitty e comentários da profissão

sexta-feira, 12 de novembro de 2010






Olá leitores, tudo bom ?

Faz um tempo que venho pensando sobre esse post. Outubro e o começo de Novembro foram bem corridos, e isso acabou atrasando um pouco para eu escrever. O grande problema da fotografia social é que ela não termina no click. Na verdade há poucos ramos da fotografia profissional aonde o fotógrafo realmente só clica e deixa backup, armazenagem, conversão e edição para terceiros. Eu sou meio chato e gosto de acompanhar esse processo, até porque dessa forma tenho como garantir ao cliente aquilo que prometo ( e vendo, claro ). Nos posts anteriores eu falei muito de evento empresarial, casamento, festa e outros assuntos. Hoje vou falar um pouco de show, que é um tipo de foto que eu gosto de fazer, mas que está sendo um pouco banalizada, assim como a própria conotação de "fotógrafo profissional". A idéia desse post surgiu um dia que estava fotografando um show e um dos fotógrafos no fosso ( aquele espaço reservado entre o palco e a platéia )insistia em usar o flash. Falei isso no twitter e rendeu um bom papo sobre a fotografia de espetáculos/show. Então chegou a hora de ir direto ao assunto: Usar flash em fotos de show e espetáculos é IMPERDOÁVEL ( salvo casos EXTREMAMENTE raros ). Sim…… aqui reside o ponto polêmico. Mas então como fazer quando a luz está ruim ? Aí que entra o profissionalismo: ou você sabe extrair o máximo do equipamento ( e investiu consideravelmente neles também ) ou simplesmente você está na categoria dos profissionais-não-éticos. Mas o que flash tem a ver com ética ? Vou explicar e criar mais polêmica.

Foto de show é algo que exige bom equipamento, conhecimento técnico, rapidez de raciocínio e acima de tudo profissionalismo. Ouço muitos que querem começar nessa área reclamando que usam o flash porque a luz estava ruim. Ruim é o fotógrafo….. me desculpem. Se o fotógrafo fosse bom ( e ético ) jamais venderia o serviço para o cliente sem ter o equipamento adequado. Afinal, você correria na Stock Car de Gol 1000 ? Entáo não reclame da luz ruim querendo fotografar com uma lente escura ou uma câmera prossumer. Realmente a nitidez vai embora e o ruído vem forte. Se você não tem equipamento e/ou conhecimento suficiente, seja ético. É melhor para todos. Lembrando que negar um sob não é demérito. Pelo contrário, mostra o quanto amadurecido o profissional é. Vamos a um exemplo simples: Editorial de moda. É algo que eu não faço e já recusei fazer, mesmo tendo um amigo editor chefe de revista. E a explicação é simples: não tenho expertise nessa área, e não quero usar meu cliente de cobaia ( muito menos como "escola"). Eu sei que não é fácil recusar um job, mas muitas vezes nos mostramos maduros ao dizer não quando necessário, reconhecendo que aquele ainda não é o momento certo. Claro que não quero com esse post dizer que para fotografar show tem que ser com Full Frame e lente 2.8. Eu quando comecei usava XT, 20D e outras câmeras terrivelmente ruidosas, mas que naquela época era o que havia disponível. Uma simples 50mm 1.8 já pode ajudar bastante. Mas volto ao ponto: saiba quais as limitações do seu equipamento ( e as suas, claro ) e ofereça ao cliente o que está ao seu alcance. Bom, falei, falei, falei e ainda não consegui chegar aonde queria, então pausa na parte administrativa e de marketing e voltamos a técnica.

Flash em show ? Na sapata da camera ? Isso detona a iluminação e os efeitos que ela proporciona. Nessa hora tem que fotometria corretamente e clivar certeiro. Show é muito dinâmico. Luzes acendem e apagam, mudam de direção, o artista corre, pula, se mexe. Essa tensão é muito legal, portanto tento usar sempre ao meu favor.

Na última semana fotografei alguns shows: Marcelo D2, Emanuelle Araújo, Pitty e Claudia Leitte. A melhor produção com certeza é da Claudia Leitte. Tudo organizado, e ela sempre muito simpática. Tive o prazer de ir ao backstage antes do show. Conversei com a Claudia Leitte e aproveitei para mostrar a foto que fiz no último show dela, que é de um beijo. Ela curtiu bastante, mas era hora de ir para o fosso que o show iria começar. E não é que no meio do show ela repete o beijo ? Apertei o disparador da 7D e a foto ficou bem legal. Agora no próximo show dela tenho mais uma para mostrar….



Fotografando Musical da Broadway

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Olá leitores ! Peço desculpas pelo tempo sem escrever. Vida de fotógrafo muitas vezes fica uma loucura total. Além de todos os clicks e clientes, tem a família, que é fundamental. Então vou aproveitar meu vôo para Cuiabá e escrever um post novo ! No vôo de volta escrevo sobre como foi fotografar em MT com 40 graus na cabeça...rs.

Nesse tempo que fiquei sem postar, fotografei bastante coisa diferente. De coletiva de imprensa a ensaio de gestante. Mas hoje vou falar sobre um show que fotografei na sexta-feira, e que como muitos alunos vieram com dúvidas sobre show para mim, acredito que será interessante.

Eu fui fotografar um musical da Broadway, chamado Jekyll & Hyde - o médico e o monstro. O espetáculo aconteceu no Teatro Bradesco, que fica no interior do shopping Boubon. Apesar de ser dentro do shopping, o teatro surpreende pelo tamanho, beleza, estrutura e organização. Eu cheguei e fui direto para a entrada de serviço, já que a portaria só abre próximo da hora do show ( essa é a primeira dica.... ). Minha boa impressão com a organização começou logo na entrada. Passei meu nome e em menos de 1 minuto o segurança já havia localizado minha autorização prévia e liberado a entrada. Como eu não conhecia o local, cheguei um pouco antes para poder explorar os ângulos e posicionamentos. Fiz um reconhecimento breve dos camarotes, frisas e platéia. Nesse tempo encontrei a responsável pela peça, que foi muito simpática e colocou-se à disposição caso houvesse algum contratempo. Ainda havia um tempo considerável para o início do espetáculo, então voltei novamente para o interior e testei os ângulos que tinha pensado em clicar. Aqui vai uma pausa para um detalhe: normalmente em show a gente ( fotógrafo ) fica no “fosso”, que é o espaço entre o palco e a platéia. Dessa forma as fotos saem sempre com o enquadramento “de baixo para cima”. E o legal desse teatro é que justamente o fosso seria o único lugar aonde eu não poderia ficar, pois existia uma orquestra que faria a música do espetáculo. Sinceramente eu achei ótimo, pois dessa forma permitiria que eu mudasse um pouco a visão e isso ia permitir exercitar a composição. E obviamente o resultado final seria diferente do que normalmente faço em shows. Vamos adiantar um pouco o tempo, pulando a descrição das pessoas chegando e ocupando seus lugares para já falar do momento do musical. Aqui vem mais um detalhe importante. Em shows é muito comum o som ser demasiadamente alto, o que para mim é bom porque simplesmente anula qualquer ruído da câmera ou da minha movimentação/troca de equipamento. Só que nesse caso a dificuldade foi maior, porque o som era baixo a maior parte do tempo, com apenas uma voz cantando e a orquestra acompanhando. Então o click poderia sim incomodar as pessoas que pagaram para estar lá. E como a organização havia me deixado com liberdade de ação, não queria que de forma alguma chegasse uma reclamação ( gosto de ser conhecido por ser “invisível” trabalhando...rs ), até poque isso poderia criar empecilhos para o próximo fotógrafo que venha a trabalhar lá. Bom, então o que fiz para conseguir trabalhar ? Improviso, claro.... Em fotografia ou a gente tem verba infinita para comprar tudo ou o improviso passa a ser peça fundamental. Nesse caso eu fiz de duas formas: nas partes aonde a música era mais alta, clicava normalmente. E nas passagens mais silenciosas eu clicava no modo “live view” com a opção “silent” ligada. Isso porque o movimento do espelho que é a grande causa do som característico das DSLR´s. Cortando esse movimento o nível de ruído cai consideravelmente. E fui dessa forma alterando entre os modos para conseguir fotografar. E no final, mais uma vez fiquei feliz com o resultado e gostei também do musical. E antes que me perguntem: sim, foi em RAW. JPG eu só uso em fotojornalismo por causa do tempo escasso entre o click e a foto online.

Espero que tenham gostado e quem quiser sugerir um tema para eu falar, fique à vontade. Abraços,

Guto Marcondes – fotografia

www,gutomarcondes.com.br

twitter: @gutomarcondesbr

Fotojornalismo e adrenalina - combinação perfeita

domingo, 6 de junho de 2010


Olá !! Primeiro quero me desculpar pela demora entre os posts. Além de clicar, editar e também negociar eu consegui um antigo sonho que era dar aula de fotografia. Estou muito contente, e como elas opcupam um espaço de tempo que antes era ocioso, acabam atrasando um pouco os posts. Mas então chega de desculpas e vamos logo ao que interessa.
Hoje quero falar um pouco de fotojornalismo. Esse é um job que fiz e que foi muito legal, por isso queria compartilhar. Foi em Campinas, em um conhecido hotel 5 estrelas. Haveria a apresentação para a imprensa de toda a linha de veículos "modelo novo". Como Campinas é próxim ode São Paulo, fomos de carro. Chegamos cedo, e fomos fazer reconhecimento do local, espaços e aproveitamos para o check-in também. Já aproveitei e montei o equipamento e deixei carregador, mochila e acessórios no quarto. Em pouco tempo começou a chegar um monte de jornalista, de várias partes do país. E também teve início ao test-drive dos veículos. E aí que está a parte da "adrenalina" que mencionei no nome do post. Eu fiquei responsável pelo "camera car". É o termo que usamos para falar do fotógrafo que vai clicar os carros em movimento, estando em outro carro também. Eu gosto de fazer camera car. Só que dessa vez ao invés de usarmos uma pista de teste ou um autódromo fechado, teria que ser feito nas rodovias Anhanguera-Bandeirantes. Imagina a cena: Eu, pendurado na janela traseira de um Polo ( que o vidro não abre inteiro ) no meio da estrada, a 120Km/h, tentando um bom enquadramento. Para vocês entenderem a dificuldade, quando estiverem na estrada a essa velocidade, abaixem o vidro coloquem a mão para fora do carro. Vão perceber como o vento é forte. Conseguir estabilizar a câmera, com baixa velocidade e ainda assim não errar o enquadramento e não tremer é quase uma missão insana, mas muito divertida. Eu quando fotografo gosto das dificuldades pois elas sempre me ajudam a evoluir e a desenvolver minha técnica e forme de clicar. Nessa situação é claro que muitas fotos são perdidas, mas justamente temos que tentar diminuir ao máximo essa quantidade, até porque cada clique tem um custo ( apesar de muitos acharem que só porque é digital não tem, estão redondamente enganados e saberão disso quando receberem a primeira conta da assistência técnica ). Fotos feitas, voltamos ao hotel para descarregar e enviar na sala de imprensa. Passei o dia fotografando várias situações. Foi uma correria tão grande que quando a primeira parte do evento terminou, às 18h, eu ainda não havia nem conseguido almoçar. Foi o tempo de tomar um banho e descer para a abertura oficial e apresentação. Assim que entrei no local já vi a dificuldade: O WB estava confuso, com luzes 2800K a 6000K. Iria ter que priorizar uma fonte e ter que acertar para que o pós-processamento não demorasse demais. Já que em fotojornalismo é "tudo para ontem", usar RAW nem pensar... atrasaria demais qualquer tentativa de entregar as fotos no horário. Final de noite com um jantar, e até que enfim, depois de mais de 14 horas, consigo fazer uma refeição que não fosse café e pão de queijo. Se não tiver emoção, correria, adrenalina e principalmente "dar o sangue", não é o fotojornalismo mais legal de fazer ( pelo menos na minha humilde opinião...rs ). Espero que gostem e aproveitem para anexar duas imagens aleatórias que fiz, sem tratamento, só resize, Quem quer ver fotos estáticas depois posto umas que sairam no jornal Agora, reportagem de página inteira ( orgulho !! ). Obrigado mais uma vez pela paciência em ler e esperar. Já estou pensando no próximo post e prometo que não vai demorar. !!
Guto Marcondes - fotógrafo
www.gutomarcondes.com.br
twitter: @gutomarcondesbr

Casamento na Casa da Fazenda/SP

terça-feira, 11 de maio de 2010





Esse final de semana fotografei um casamento durante o dia, que é o que mais gosto. A luz ambiente é sempre mais legal de trabalhar e as áreas de contraste criam um impacto maior na foto. Era um casamento pequeno, para familiares e poucos amigos. Isso porque os noivos moram na França e mês passado tinham feito uma cerimônia lá também. A noiva é Brasileira, mas o noivo é Francês; e o detalhe: fala pouquíssimo português. Como meu francês é reduzido a meia dúzia de palavras, o jeito foi me comunicar no inglês. Então vamos contar como foi o casamento ( espero que vocês estejam curiosos ). Antes de começar a contar sobre o casamento, vou voltar uma semana atrás para um detalhe importante e que serve de alerta: Como eu sabia que o casamento seria tranquilo, quis aproveitar para chamar um assistente para me ajudar na iluminação criativa, ter um ângulo diferenciado, etc. Mas no fundo o maior objetivo era pegar alguém que estivesse começando, com vontade de aprender, e ir treinando para futuramente fazer parte da equipe também. Fechei com uma pessoa no Domingo, mas 3 dias antes do casamento ela me escreve dizendo que não vai porque fechou outro...... é a ética indo para o fundo do poço ( mas isso será assunto para um post específico. Aguardem )
Voltando ao casamento.....
Todo sábado eu dou aula de fotografia logo cedo. Quando eu fechei esse casamento vi que daria tempo de sair da aula e ir fotografar ( até porque caso não desse tempo eu teria que reorganizar tudo ). Mas por precaução eu pedi para o segundo fotógrafo chegar um pouco mais cedo e clicar o ambiente e decoração. E foi perfeito, porque logo que cheguei ele já tinha cuidado dessa parte. Montei o equipamento, falei com os pais da noiva e comecei a clicar. Os convidados foram pontuais, e por incrível que pareça, a noiva também ! O corredor era bem comum, então não tinha muito o que criar. Depois da cerimônia que durou menos de 5 minutos ( não é brincadeira. Foi somente a troca de alianças MESMO !!! Loucura total sem tempo nem de respirar...rs ) Fui com os noivos fazer umas fotos no jardim. Eu não fico muito tempo nas fotos posadas porque gosto de deixar os noivos curtirem o dia. Se for necessário uma sessão pré-casamento só de fotos posadas, evita ainda mais interromper a festa ( eu acho ideal ) . Depois dessa curta sessão os convidados e os noivos sentaram para almoçar, e a festa seguiu o protocolo comum: buquê, bolo, valsa, etc. No fim da festa começou a chover bem forte, mas aí não tinha problema porque tudo que era externo já tinha sido feito. São Pedro colaborou, e eu adorei. Agora uma foto do making of para finalizar:

Evento empresarial + esporte

quarta-feira, 24 de março de 2010

O post de hoje será sobre um evento empresarial e esportivo que aconteceu no domingo e segunda. O evento começou no domingo, em um hotel na zona sul de são Paulo. Logo às 7:30h eu já estava lá, me preparando para os primeiros cliques. Em eventos que tem uma duração maior do que algumas horas o início é bem tranquilo e quase não tem cliques ( logicamente existem excessões, mas não era o caso ). Almoçamos junto com o time do Santos e depois fomos ao museu do futebol, que fica no estádio do Pacaembú. O museu é bem legal, mas não podia fotografar dentro. Como isso não ia influenciar acabamos por decidir que correr atrás da autorização seria desnecessário, tomaria tempo e nos 3 pontos liberados para foto já conseguiríamos mostrar o necesário. Até porque dentro do museu o ambiente é bem escuro por causa dos eventos multimídia e seria complicado conseguir imagens decentes. Saímos do Pacaembú com destino ao Estádio do Morumbi assistir ao jogo São Paulo x Mogi. Foi bem legal porque era no camarote ( e mais legal ainda porque sou São Paulino ). Muitas pessoas do evento eram de fora de SP e ficaram impressionadas com o tamanho do Morumbi. Aproveitei o jogo e fiz muitas fotos do jogo e da torcida. Com o fim do jogo voltamos para o hotel, aonde aconteceria um jantar e premiação. Foi meio corrido, e quando olhei no relógio já era quase meia-noite e o evento tinha chegado ao fim. Fui para casa, já separei as pilhas e baterias para recarregar, descarreguei as imagens, fiz o backup, tomei banho, organizei os equipamentos e fui dormir. Na Segunda acordei às 5h da manhã, e voltei para o hotel. Logo cedinho todos saíram para visitar novamente o Morumbi. Só que dessa vez os participantes viveriam um "dia de craque" com direito a conhecer as instalações e jogar no campo. E foi aí que o obturador foi utilizado com muita vontade. Várias fotos boas, outras engraçadas, lances estranhos e muita diversão. Isso ficou bem claro no clima que dominou o evento. Tudo bem organizado, que acaba ajudando os fotógrafos porque não tem muitas surpresas e dá para se planejar melhor na hora de se posicionar. Aliás, se posicionar dentro de um evento no Morumbi é algo que merecia um carrinho elétrico daqueles usados em golfe. O Morumbi é muito grande, e o evento ocorria em pontos extremos, o que exigia caminhar bastante. No final do dia já com a perna cansada de tanto andar, voltamos para o hotel. Foi o tempo de descarregar as fotos no notebook, tomar um banho e separar algumas para um slideshow que seria exibido durante a noite. Aproveitamos que um dos organizadores estava indo antes para o local da "balada" e fomos juntos para o reconhecimento. Chegando lá, tudo o que um fotógrafo não quer encontrar: Paredes escuras, teto alto e escuro, iluminação praticamente inexistente. Claro que em situações assim fica ruim e tentar sair do esquema "foto com flash direto" é uma missão praticamente impossível. E quando passou um pouco da meia-noite o evento preticamente acabou, e fomos dispensados. Voltamos para o hotel para pegar alguns pertences e de lá fui para casa. Um dia com horas trabalhando direto, com muito cansaço físico, mas satisfeito porque tudo correu bem e ciente que consegui boas fotos.
Guto Marcondes - fotógrafo
twitter: @gutomarcondesbr
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Prefeito Kassab - Coletiva de Imprensa

sexta-feira, 5 de março de 2010


Hoje foi dia de fotojornalismo ! Fui fotografar a coletiva de imprensa na Prefeitura de São Paulo aonde seria anunciado o mundial de Judô na cidade. estavam presentes vários amigos de profissão, além de vídeo da ESPN, Band e outras mídias. Kassab, Walter Feldman, "Magic" Paula, o judoca e agora político Aurélio Miguel além de vários medalhistas na modalidade. Em coletiva de imprensa o normal é dividir em imagem e vídeo. Os fotógrafos costumam ficar na frente, e os de vídeo ficam no fundo, normalmente no lugar mais alto para não sofrer interferência de pessoas. Quando chega a hora de juntar todo mundo para fazer a foto "posada", essa hora fica loucura. Todo mundo se amontoa porque ninguém quer ficar em um ângulo muito ruim. O legal essa hora é clicar e dar espaço para outro que ainda não conseguiu uma boa foto. Curiosamente minhas duas fotos eleitas para esse post foram em momentos relativamente tranquilo da coletiva. O primeiro é o Kassab ouvindo, com uma brincadeira de DOF. Aproveitando para o avisar que a "Água Atibaia" não está me pagando nem patrocinando o blog...hehe. A segunda é aquela foto que a gente clica no milésimo de segundo que a pessoa faz careta..... e acaba ficando mujito interessante. Eu gosto de pegar as pessoas em momentos espontâneos, seja em fotojornalismo, em evento ou casamento. Claro que eu busco pegar expressões que traduzem o momento que está sendo vivido, porque para mim a foto tem que ser mais que um simples retrat:, tem que ilustrar o momento, contar a história. Isso é difícil, mas é a base para diferenciar um clicador de um fotojornalista.
Guto Marcondes - fotógrafo
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Pauta para revista : Foto de executivos

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Hoje eu tive uma pauta que costumo apelidar de "relâmpago". É o tipo de pauta que a gente gasta mais tempo no trânsito do que fotografando, mesmo que vá de moto. Eu fui chamado para fazer alguns cliques de dois executivos de uma multinacional na região da Faria Lima. Com esse sol e o trânsito de SP, claro que fui de moto. Quando cheguei no edifício uma surpresa: o estacionamento não aceitava motos. Quanta discriminação ! Mas isso é culpa dos motoqueiros que mancham a imagem dos motociclistas ( se bem que isso é assunto para um post que não seja ligado à fotografia ). Bom, chega de reclamações e vamos voltar ao assunto: parei no prédio ao lado, que não tinha restrições. Na recepção logo fui atendido e subi para o andar. Encontrei meu contato, que me passou um briefing sobre as fotos e como elas seriam utilizadas na revista. Logo em seguida os dois executivos chegam. Senhor Carlos e Senhorita Débora, ambos muito simpáticos e tranquilos. - Aqui vou abrir um parênteses para eplicar: normalmente quando a pessoa vai ser fotografada para a revista ela fica tensa, o que não foi o caso.
Rapidamente posicionei eles, fiz os cliques e menos de 20 minutos depois estava tudo concluído. Aqui cabe mais um parênteses: executivos tem a agenda cheia e quere manter eles por muito tempo fazendo pose e clicando muitas vezes acaba criando um stress desnecessário. Por isso rapidez é importante. Mas atenção: não é porque é rápido que tem que ser ruim. Pelo contrário. Tem que ser muito bom e muito rápido.... aí que está a dificuldade. Agora já estou editando as fotos para mandar. Foi tudo tão rápido que nem tenho foto para ilustrar esse post. Fica para o próximo.

Pauta: Visita Presidente Mundial Rotary

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Hoje eu vou falar sobre uma pauta que gostei muito de ter fotografado. A Fundação Rotariana de São Paulo ia receber o Presidente Mundial do Rotary. E ele iria percorrer o colégio, o curso profissionalizante e a escola para crianças surdas. No meu briefing o horário para início era 08h. Então como habitualmente faço, cheguei mais cedo ( precisamente às 7:20h ). Logo na recepção tive uma surpresa: o Presidente na verdade chegaria às 10h. Somente duas horas de diferença. Considerando os 40 minutos que eu cheguei adiantado e mais uns 20 minutos que com certeza ele atrasaria para chegar seriam quase 3 horas sem fazer nada. Aproveitei para ver meus emails, twitter, etc. Depois de um tempo já não tinha mais o que fazer na internet. Fui até a lanchonete e depois sentei na portaria aonde o presidente chegaria. Fiquei conversando com os funcionários até um pouco antes de a comitiva chegar. Com o horário se aproximando, montei o equipamento, testei, verifiquei a configuração e já fiz uns cliques do lugar. Um tempo depois o Sr. John e sua esposa June chegaram. Um casal bem humorado desce da van, comprimentando o pessoal da fundação e do local. Como os deslocamentos são grandes, havia um carrinho tipo de golfe para transportá-los. A visita ocorreu normalmente. Em um momento me pediram que tirasse uma foto do Presidente embaixo de uma frase escrita na parede, que é o lema deles. Ótima oportunidade para treinar o inglês. Lá vou eu "dirigir" o Sr. John para a foto posada. Tento ser rápido e faço apenas 3 cliques para não atrapalhar.
Mas a parte que realmente foi emocionante foi a visita à escola para crianças surdas. Na entrada fomos recepcionados pela diretora da escola. Ela conduziu o grupo enquanto explicava como funcionava e as características que diferenciavam a escola. A intérprete era boa e conseguiu manter o ritmo das explicações sem perder ou omitir informações. Ela tinha uma boa pronúncia e me concentrei somente na explicação em inglês dela já aproveitando para "treinar". Entramos em uma sala de aula aonde 10 alunos estavam assistindo um vídeo sobre LIBRA - Linguagem Brasileira de Sinais. Mais um momento de explicação. E o mais legal foi ver duas intérpretes ao mesmo tempo: A diretora da escola falava, e na sequência o inglês era falado para o Sr. John e a Sra. June, enquanto a professora "falava" com os movimentos da LIBRA para os alunos entenderem a visita. Os alunos foram muito receptivos, e o bom humor dos Escoceses ( Sim, John e June não são americanos....... rs ) contribui e com certeza as melhores fotos do dia aconteceram dentro daquela sala. Mais um dia de fotos excelentes, vou embora satisfeito com o resultado e feliz por ter conhecido mais sobre coisas que normalmente não vemos. Now is time to go home !!! Big day, great pics ! Excelent. The sun is shine but i have more things to do: backup, burn data, edit, upload. Bye and se ya !!!
Guto Marcondes - fotógrafo
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Evento + evento = dia inteiro fotografando

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Hoje vou falar sobre um dia foi "hard". Eu tinha um evento marcado em um hotel da Zona Sul de SP. Começaria logo cedo, portanto eu tinha que chegar por volta de 7:30. Com minha organização habitual, no dia anterior já havia deixado tudo pronto. A previsão do tempo era de chuva no final do dia, mas tomar chuva voltando do evento para mim não é problema, e resolvi ir de moto. Uns 15 minutos antes do horário eu já estava no hotel. Fiz o reconhecimento, conversei com o pessoal do evento e já montei o equipamento. Logo em seguida os convidados já começaram a aparecer para credenciamento. O evento começou com uma palestra para todos, e depois eles foram divididos em 3 grupos, que fariam atividades simultâneas em salas separadas. Isso coplica um pouco porque eu estava sozinho e com 3 lugares diferentes para fotografar. Felizmente as atividades demandavam um tempo para realizar e dava tempo de percorrer as salas sem perder muita coisa.
O evento ficou nessa configuração quase o dia inteiro. No fim do dia somente que juntaram todos para o encerramento e agradecimento. Nessa hora o tempo já tinha mudado e os primeiros pingos de chuva caíam. Meu celular começa a tocar ( tocar não, vibrar - sempre em eventos o celular tem que ficar em "vibracall"... acostume-se a isso ). Atendo e é um amigo fotógrafo. Ele está preocupado porque no estúdio dele chovia demais e estava tudo alagado ao redor, só que havia um evento para ele fotografar em 1:30h. Como o estúdio dele é no ABC, imagina se às 18:30h ele saísse de lá quanto tempo demoraria. Com certeza chegaria atrasado. Por sorte eu estava de moto para "fugir" do trânsito e o evento era perto do hotel. Esperei a chuva diminuir um pouco e fui para lá. Cheguei um pouco cedo ( na verdade fui o primeiro do evento... ninguém havia chegado, só os funcionários da casa...rs ) mas novamente entra a frase "antes cedo do que atrasado". Aproveitei esse momento para descansar um pouco as pernas já que sabia que o evento não terminava antes da meia-noite. Por conta da chuva mais uma vez o evento atrasou um pouco para começar. Foi interessante porque os participantes chegaram de ônibus, então de uma hora para outra eu já podia clicar tranquilamente com a casa cheia. Depois do jantar, a diretoria dá início a uma premiação. O DJ insistia em jogar fumaça sem parar, o que estava deixando as fotos parecidas com Paranapiacaba ou Londres tamanha a quantidade de névoa. Gentilmente pedi para que ele parasse com a fumaça até o fim da premiação, e mesmo ele atendendo ainda demorou um pouco para conseguir que as fotos ficassem "limpas". Quando a premiação terminou as pessoas foram para a pista dançar e comemorar. Eu aproveitei que ainda não tinha fumaça para fotografar os vencedores com suas equipes. E foi o timing certo, porque logo depois não havia mais condições de clicar na pista. O evento estava chegando ao fim... já passava das 00:30h. Contabilizando desde a hora que cheguei no hotel para a hora que estava saindo do evento, foram mais de 17 horas. Estava bem cansado, mas ainda tinha que baixar as fotos, fazer backup e me preparar para o evento do dia seguinte, que começava às 8h. E você pensa que eu reclamo ? Não !!! Eu gosto !!! :) No próximo post eu conto como foi.
Guto Marcondes - fotógrafo
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Pauta off-road

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Hoje o post vai ser sobre uma pauta aonde havia mais lama, e obviamente ao voltar para casa o estado da minha roupa era característico de "off-road". O job era justamente sobre 4x4, em uma cidade a 80km de São Paulo. Saí logo cedo de casa com o GPS programado e as informações para chegar impressa ( vai que o GPS falha... ). A estrada estava livre, e logo cheguei. Fiz o reconhecimento do local e tive uma surpresa : junto estava acontecendo o JeePasseio. No estacionamento estavam vários tipos de off-roads: Land Rover, Troller, Rural, Willis, Samurai, etc. E todos ficaram morrendo de vontade de andar na pista "especial", mas era fechada para convidados. Na verdade nesse dia era a visita da diretoria pré inauguração. E todos andaram na pista. Isso foi excelente porque rendeu fotos ótimas dos carros e da lama. E o tempo também ajudou: ficou alternando entre sol e nublado. Apesar de dificultar um pouco mais o controle de WB e fotometria, quando acontece essa alteração fica bom porque as fotos ganham um pouco mais de dinâmica. Com o passar das horas a lama foi secando e virando poeira. A poeira no equipamento pode ser um problema, principalmente na troca de lente porque entra muita sujeira no sensor. Então planejar é sempre a solução. Depois de muitas fotos, sujeira no pé e sol, chega ao fim o evento. Volto novamente feliz. Agora tenh oque chegar em casa, fazer bkp, editar, salvar e upar porque em poucas horas tem outro evento. :)


Um pouco de fotojornalismo esportivo

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Vou falar de uma pauta que fiz ontem e que gostei bastante. Eu fui fotografar o treino da seleção Brasileira de Judô; atletas principais e paraolímpicos. O treino ocorreria no Ibirapuera, e com atletas do Brasil todo ( e alguns até de fora do país, como Chile e China ). A chuva havia castigado São Paulo novamente, e foi tão forte que chegou a entrar no canto do ginásio, molhando o tablado de madeira que existe ao redor do tatame. Depois de tudo seco o coordenador da CBJ e outos integrantes da comissão técnica entram e iniciam o treino. A luz no local estava horrível. Tinha um monte de refletores, mas 70% estava desligado !!!! Aí fui no limite da câmera e da velocidade para conseguir as fotos. Cliquei muito e consegui bons momentos. Alguns medalhistas estavam presentes e claro que não deixei de clicar. Depois de 2:30 de treino vou me despedindo. Ainda tenho que chegar em casa e fazer o resize no tamanho especificado pela Confederação para o upload, e enviar as fotos em outro tamanho para a agência. Termino quase 3 da manhã, mas durmo tranquilo !

Casamento no feriado de SP

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Essa segunda foi feriado em São Paulo. Meio estranho esse feriado porque como é da cidade somente SP estava "parada". Mesmo assim havia um casamento para fotografar. Eu não reclamo.... se é foto eu vou sorrindo ! O casamento foi marcado em um sítio na região da Serra do Mar, então já imaginei que o local seria cercado de muito verde. E confesso que o tempo me preocupoava, já que casamento em sítio com chuva é um pouco frustrante porque perde-se boas fotos na área verde. Cheguei cedo no sítio e felizmente o tempo estava ficando melhor. A noiva chegou em seguida. eu e o outro fotógrafo havíamos feito o reconhecimento no local, e era muito bonito. A cerimônia seria ao ar livre, na beira de um lago e rodeado de árvore. Mais perfeito seria pedir demais ! Só tinha um detalhe: com toda a chuva que vem caindo a grama estava encharcada. Conforme a gente andava sujava todo o sapato e a roupa. Eu não ligo. Pelo contrário: me divirto ! A cerimônia começou atrasada. As nuvens cobriram o céu bem nessa hora. Gostei porque não foi uma cerimônia curta. Isso permitiu explorar vários ângulos e clicar muito. Depois da cerimônia teve a recepção com o almoço, sem muitas novidades ou coisa para contar.... Voltei para casa com um monte de foto, sabendo que havia conseguido bons cliques. Isso é gratificante ! E deixo como ilustração desse post o meu pé de lama já no final da festa ( estava pior durante a cerimônia ). Posso me sujar, mas não perco a foto !!!! :)

Fotojornalismo esportivo !

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Hoje o assunto será sobre pauta de fotojornalismo. Aliás esse é um termo muito utilizado na fotografia como sinônimo de fotos espontâneas. Só que o "fotojornalismo" é mais que isso. Além de ser espontânea a foto tem um estilo, uma forma, atenção na composição, nos detalhes e na linguagem. Eu gosto de pautas que envolvam trabalho de fotojornalismo pois posso treinar cada vez mais meu olhar e desenvolver a fotografia e o modo de fotografar. E o mais legal é que aplico esse conhecimento e prática em outras áreas, como eventos e casamento.
Bom, até agora falei muito e nem comentei sobre a pauta.....
A pauta seria no CT do São Paulo Futebol Clube. A equipe principal estavca treinando e depois teria uma coletiva de imprensa e o presidente e diretoria estavam por lá também. A parte do treino não interessava ( eu já sabia antecipadamente os pontos chaves que mereciam atenção ) mas aproveitei e fiquei com os colegas de profissão. Acabei encontrando um que durante o Tim Festival trabalhamos juntos. Logo o treino acabou e fomos para a coletiva. Quem nunca fez cobertura fotojornalística não tem idéia do que são mais de 10 cinegrafistas e 15 fotógrafos disputando uma boa foto. Antecipação do momento e do local para conseguir um bom posicionamento sem interferir na imagem dos outros é o objetivo. Mas muitas vezes o local é apertado demais e fica impossível conseguir um ângulo favorável. Aí o companherismo entra em cena: quando a gente consegue o clique, cede o lugar para aquele que está sem ângulo. eu sempre gosto de frisar que o outro fotógrafo é sim meu concorrente, mas antes disso também é um profissional e a ética e respeito tem que vir em primeiro lugar. Depois de vários cliques e um sol muito forte, havia terminado. Peguei me equipamento e voltei para o escritório. Felizmente nessa pauta não foi necessário fazer a transmissão das imagens no local, já que prefiro fazer isso na sala com ar condicionado do escritório....rs.