Evento Corporativo Internacional - Buenos Aires
Fórmula Truck - Etapa Rio de Janeiro
Como eu disse, o evento era no Rio, então acordei cedo e fui para o aerooporto pegar a ponte aérea. Nunca tinha ido ao autódromo do Rio, mas para tudo tem uma primeira vez. Assim que desembarquei fui ao guichê de taxi, e lá deixei R$115 referente ao percurso DE IDA!!! Mas tudo bem, já que existe reembolso de despesas por transporte. Cheguei no autódromo mas ainda tinha um problema: estava com a credencial de área VIP, que não dá acesso para as arquibancadas ( que era o local aonde eu tinha que ficar ). Liguei para meu contato, e depis de tocar várias vezes, ca na caixa postal. Deixei recado, mas ao invés de ficar parado resolvi começar: montei o equipamento e comecei a fotografar tudo que fazia parte da intervenção e ação da empresa. Depois de uns 30 minutos e ainda sem resposta do contato responsável, chegou a hora de entrar em ação o lado fotojornalista: fui até a portaria e em 2 minutos estava na arquibancada...rs
Lá fiquei durante todo o dia, até o fim da corrida ( que foi por volta das 15h ). Aí era hora de ir embora. O problema era enfrentar a multidão com todo o equipamento e ainda caminhar na rua um bom pedaço para conseguir pegar um taxi. Desmontei o equipamento, guardei no now-bomb, tomei fôlego e fui embora. Depois de uns 20 minutos de caminhada e mais uns 15 minutos de espera, consegui um taxi por R$100 para o aeroporto. Cheguei no Santos Dumont, e por uma sorte consegui adiantar meu vôo de volta para casa, o que me proporcionou chegar com mais antecedência, ajudando na hora de baixar as fotos, separar e subir no FTP.
E assim termina mais um job. No próximo post vou conta sobre um corporativo que fiz na Argentina que foi bem legal. Espero que continuem acompanhando.
Abraços !
Guto Marcondes - fotógrafo
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Evento corporativo - cruzeiro no Splendour of the Seas
Olá queridos leitores ! Mais uma vez começo um post me desculpando pelo gap existente desde a última postagem. Desde que apertei o "postar" pela última vez muita coisa aconteceu e tive que priorizar a fotografia, deixando o blog um pouco parado. Mas eu não aguento de saudades de escrever e contar mais sobre as aventuras que a profissão de fotógrafo traz e me proporciona. Hoje por exemplo vou falar sobre um evento que fotografei em fevereiro em um navio de cruzeiro, o Splendour of the Seas. Era uma etapa de um programa de incentivo de uma multinacional, e havia algumas atividades a bordo e uma atividade o dia inteiro em terra, no dia de navio atracado. Então vou contar desde o começo, porque tem alguns detalhes que só quem já viajou de navio sabe, e nem todos ainda tiveram essa prazerosa diversão ( para quem não enjoa, claro ! ).
O navio sai de Santos, uma cidade que fica a uns 70km de Sampa. Então o mais fácil é pegar o transfer do navio, que sai do aeroporto de Congonhas ( que fica perto da minha casa ). Saí sexta cedinho e fui para lá. Cheguei e encontrei alguns participantes e o staff. Dessa hora até Santos nem tem o que contar. Cheguei no porto de Santos e fui logo fazer o check-in e pegar meu cartão de embarque. Na saída do check-in tinha um guichê do evento, que auxiliava os participantes após pegarem o cartào de embarque. Então precisava fazer umas fotos desse processo, mas para todo lado haviam placas de "proibido fotografar". Muitas vezes o cliente precisa da foto, e com o fotojornalismo na veia, já tinha bolado uma forma. No final nem precisei me preocupar, pois o outro fotógrafo que estava comigo tinha chegado no transfer anterior e já havia conseguido fotografar. Bom, então era hora de embarcar. Raio-X, documentos e bem vindo a bordo ! Fomos direto para a cabine, que ficava na popa ( atrás ). Como o processo de embarque em navio é lento e ia durar o dia inteiro, aproveitamos para fazer um reconhecimento. Demos uma boa volta, subimos pelos decks, descemos, entramos no teatro, salões, etc. Aproveitamos também para já adiantar um pouco o planejamento dos acontecimentos. E o dia chega ao fim com o navio zarpando rumo ao Rio de Janeiro, mais especificamente Búzios. E para começar o evento haveria um meeting com todos os participantes. A noite e o meeting foram tranquilos, pelo menos para mim que não tem problemas com o balanço do navio. Mas posso dizer que pelo menos uns 30% dos participantes estavam de alguma forma passando mal. Alguns nem sairam da cabine....... Uma pena. No meeting não teve nada de especial para contar, exceto que tinha um grave problema com a luz: local escuro, luzes coloridas nos apresentadores e alguns horríveis espelhos no teto que acabaram por inviabilizar o flash rebatido. Um pouco de flexibilidade e achei um "canto" que o flash rebatido não refletia no espelho, e priorizei essa localização, mas sem ficar estátua no local porque senão as fotos ficariam todas no mesmo ângulo. Então vamos logo ao dia seguinte, que é o dia que ficamos em Búzios.
Eu já viajei em cruzeiroma lazer, e sabia como era o esquema de desembarque. Então levantamos cedo, tomamos café da manhã e já entramos na fila, pois precisávamos ser um dos primeiros a desembarcar. O dia estava bom, e isso ajudou bastante porque ficaríamos o dia inteiro ao ar livre. Se chovesse, nem sei o que aconteceria....
Durante todo o dia acompanhamos as atividades na praia e em uma locação reservada pela produção. O tema do evento era "cinema", e montaram duas locações completas. Paralelo a isso tinha uma uma sala de edição e um estúdio de croma dentro do navio aonde um grupo de participantes revezava com o pessoal em terra, forçando que a gente ficasse nesse caminho terra-navio. Mas como eramos em dois fotógrafos, foi fácil coordenar. No final do dia voltamos todos ao navio porque ele ia zarpar para um dia inteiro navegando ( e claro com o evento rolando ). Chegamos a bordo cansados do sol e de ficar em pé, mas ainda tinham algumas horas de job. Banho, troca de roupa, janta e vamos a mais um meeting, sem muito o que falar. Chegamos então no domingo. Seria um dia inteiro a bordo, o que facilitaria pois os participantes teoricamente ficariam mais acessíveis. Mas como costuma acontecer em alguns eventos assim, alguns passaram mal pelo balanço do navio, outros estavam mais preocupados com a piscina e os que se dedicaram ao evento se divertiram também. Eles tinham que editar o filme que fizeram no sábado para apresentarem, coincidentemente, na noite do Oscar. Acompanhar a edição foi bem engraçado, e rendeu algumas boas fotos. O legal é que a ilha de edição ficava no meio do caminho de outros locais, facilitando nosso trânsito entre cabine, sala de produção, etc.
Chega a noite e vamos para o jantar com o capitão. Respiro aliviado por estar trabalhando e não precisar ficar de roupa de gala ( hehehe ). Comida excelente, e nosso garçom era brasileiro, mas o auxiliar dele mal falava Português, rendendo boas risadas poismo inglês carregado de sotaque indiano que ele falava confundia algumas palavras. E o jantar termina com um show dos garçons , bem interessante. Mais alguns cliques e fomos todos para a apresentação dos filmes, palavras da diretoria, premiação e tudo que envolve encerramento de evento corporativo. Infelizmente foi naquele mesmo local dos espelhos no teto e luzes coloridas, lembram ? Sempre na hora fico meio tenso pelas dificuldades, mas essa adrenalina é legal. E foto sem dificuldade é muito comum..... Gosto dos desafios.
Termina o evento, descarregamos as fotos e já estávamos chegando em Santos, para desembarcar logo cedo.
E assim fecho com chave de ouro outro evento corporativo.
Espero que tenham gostado desse relato..... Em breve posto mais uma aventura.....
Grande abraço para todos!
Guto Marcondes - fotografia
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Foto de show - Claudia Leitte, Pitty e comentários da profissão






Olá leitores, tudo bom ?
Faz um tempo que venho pensando sobre esse post. Outubro e o começo de Novembro foram bem corridos, e isso acabou atrasando um pouco para eu escrever. O grande problema da fotografia social é que ela não termina no click. Na verdade há poucos ramos da fotografia profissional aonde o fotógrafo realmente só clica e deixa backup, armazenagem, conversão e edição para terceiros. Eu sou meio chato e gosto de acompanhar esse processo, até porque dessa forma tenho como garantir ao cliente aquilo que prometo ( e vendo, claro ). Nos posts anteriores eu falei muito de evento empresarial, casamento, festa e outros assuntos. Hoje vou falar um pouco de show, que é um tipo de foto que eu gosto de fazer, mas que está sendo um pouco banalizada, assim como a própria conotação de "fotógrafo profissional". A idéia desse post surgiu um dia que estava fotografando um show e um dos fotógrafos no fosso ( aquele espaço reservado entre o palco e a platéia )insistia em usar o flash. Falei isso no twitter e rendeu um bom papo sobre a fotografia de espetáculos/show. Então chegou a hora de ir direto ao assunto: Usar flash em fotos de show e espetáculos é IMPERDOÁVEL ( salvo casos EXTREMAMENTE raros ). Sim…… aqui reside o ponto polêmico. Mas então como fazer quando a luz está ruim ? Aí que entra o profissionalismo: ou você sabe extrair o máximo do equipamento ( e investiu consideravelmente neles também ) ou simplesmente você está na categoria dos profissionais-não-éticos. Mas o que flash tem a ver com ética ? Vou explicar e criar mais polêmica.
Foto de show é algo que exige bom equipamento, conhecimento técnico, rapidez de raciocínio e acima de tudo profissionalismo. Ouço muitos que querem começar nessa área reclamando que usam o flash porque a luz estava ruim. Ruim é o fotógrafo….. me desculpem. Se o fotógrafo fosse bom ( e ético ) jamais venderia o serviço para o cliente sem ter o equipamento adequado. Afinal, você correria na Stock Car de Gol 1000 ? Entáo não reclame da luz ruim querendo fotografar com uma lente escura ou uma câmera prossumer. Realmente a nitidez vai embora e o ruído vem forte. Se você não tem equipamento e/ou conhecimento suficiente, seja ético. É melhor para todos. Lembrando que negar um sob não é demérito. Pelo contrário, mostra o quanto amadurecido o profissional é. Vamos a um exemplo simples: Editorial de moda. É algo que eu não faço e já recusei fazer, mesmo tendo um amigo editor chefe de revista. E a explicação é simples: não tenho expertise nessa área, e não quero usar meu cliente de cobaia ( muito menos como "escola"). Eu sei que não é fácil recusar um job, mas muitas vezes nos mostramos maduros ao dizer não quando necessário, reconhecendo que aquele ainda não é o momento certo. Claro que não quero com esse post dizer que para fotografar show tem que ser com Full Frame e lente 2.8. Eu quando comecei usava XT, 20D e outras câmeras terrivelmente ruidosas, mas que naquela época era o que havia disponível. Uma simples 50mm 1.8 já pode ajudar bastante. Mas volto ao ponto: saiba quais as limitações do seu equipamento ( e as suas, claro ) e ofereça ao cliente o que está ao seu alcance. Bom, falei, falei, falei e ainda não consegui chegar aonde queria, então pausa na parte administrativa e de marketing e voltamos a técnica.
Flash em show ? Na sapata da camera ? Isso detona a iluminação e os efeitos que ela proporciona. Nessa hora tem que fotometria corretamente e clivar certeiro. Show é muito dinâmico. Luzes acendem e apagam, mudam de direção, o artista corre, pula, se mexe. Essa tensão é muito legal, portanto tento usar sempre ao meu favor.
Na última semana fotografei alguns shows: Marcelo D2, Emanuelle Araújo, Pitty e Claudia Leitte. A melhor produção com certeza é da Claudia Leitte. Tudo organizado, e ela sempre muito simpática. Tive o prazer de ir ao backstage antes do show. Conversei com a Claudia Leitte e aproveitei para mostrar a foto que fiz no último show dela, que é de um beijo. Ela curtiu bastante, mas era hora de ir para o fosso que o show iria começar. E não é que no meio do show ela repete o beijo ? Apertei o disparador da 7D e a foto ficou bem legal. Agora no próximo show dela tenho mais uma para mostrar….
Fotografando Musical da Broadway
Olá leitores ! Peço desculpas pelo tempo sem escrever. Vida de fotógrafo muitas vezes fica uma loucura total. Além de todos os clicks e clientes, tem a família, que é fundamental. Então vou aproveitar meu vôo para Cuiabá e escrever um post novo ! No vôo de volta escrevo sobre como foi fotografar em MT com 40 graus na cabeça...rs.
Nesse tempo que fiquei sem postar, fotografei bastante coisa diferente. De coletiva de imprensa a ensaio de gestante. Mas hoje vou falar sobre um show que fotografei na sexta-feira, e que como muitos alunos vieram com dúvidas sobre show para mim, acredito que será interessante.
Eu fui fotografar um musical da Broadway, chamado Jekyll & Hyde - o médico e o monstro. O espetáculo aconteceu no Teatro Bradesco, que fica no interior do shopping Boubon. Apesar de ser dentro do shopping, o teatro surpreende pelo tamanho, beleza, estrutura e organização. Eu cheguei e fui direto para a entrada de serviço, já que a portaria só abre próximo da hora do show ( essa é a primeira dica.... ). Minha boa impressão com a organização começou logo na entrada. Passei meu nome e em menos de 1 minuto o segurança já havia localizado minha autorização prévia e liberado a entrada. Como eu não conhecia o local, cheguei um pouco antes para poder explorar os ângulos e posicionamentos. Fiz um reconhecimento breve dos camarotes, frisas e platéia. Nesse tempo encontrei a responsável pela peça, que foi muito simpática e colocou-se à disposição caso houvesse algum contratempo. Ainda havia um tempo considerável para o início do espetáculo, então voltei novamente para o interior e testei os ângulos que tinha pensado em clicar. Aqui vai uma pausa para um detalhe: normalmente em show a gente ( fotógrafo ) fica no “fosso”, que é o espaço entre o palco e a platéia. Dessa forma as fotos saem sempre com o enquadramento “de baixo para cima”. E o legal desse teatro é que justamente o fosso seria o único lugar aonde eu não poderia ficar, pois existia uma orquestra que faria a música do espetáculo. Sinceramente eu achei ótimo, pois dessa forma permitiria que eu mudasse um pouco a visão e isso ia permitir exercitar a composição. E obviamente o resultado final seria diferente do que normalmente faço em shows. Vamos adiantar um pouco o tempo, pulando a descrição das pessoas chegando e ocupando seus lugares para já falar do momento do musical. Aqui vem mais um detalhe importante. Em shows é muito comum o som ser demasiadamente alto, o que para mim é bom porque simplesmente anula qualquer ruído da câmera ou da minha movimentação/troca de equipamento. Só que nesse caso a dificuldade foi maior, porque o som era baixo a maior parte do tempo, com apenas uma voz cantando e a orquestra acompanhando. Então o click poderia sim incomodar as pessoas que pagaram para estar lá. E como a organização havia me deixado com liberdade de ação, não queria que de forma alguma chegasse uma reclamação ( gosto de ser conhecido por ser “invisível” trabalhando...rs ), até poque isso poderia criar empecilhos para o próximo fotógrafo que venha a trabalhar lá. Bom, então o que fiz para conseguir trabalhar ? Improviso, claro.... Em fotografia ou a gente tem verba infinita para comprar tudo ou o improviso passa a ser peça fundamental. Nesse caso eu fiz de duas formas: nas partes aonde a música era mais alta, clicava normalmente. E nas passagens mais silenciosas eu clicava no modo “live view” com a opção “silent” ligada. Isso porque o movimento do espelho que é a grande causa do som característico das DSLR´s. Cortando esse movimento o nível de ruído cai consideravelmente. E fui dessa forma alterando entre os modos para conseguir fotografar. E no final, mais uma vez fiquei feliz com o resultado e gostei também do musical. E antes que me perguntem: sim, foi em RAW. JPG eu só uso em fotojornalismo por causa do tempo escasso entre o click e a foto online.
Espero que tenham gostado e quem quiser sugerir um tema para eu falar, fique à vontade. Abraços,
Guto Marcondes – fotografia
www,gutomarcondes.com.br
twitter: @gutomarcondesbr