Evento corporativo - cruzeiro no Splendour of the Seas

quinta-feira, 31 de março de 2011



Olá queridos leitores ! Mais uma vez começo um post me desculpando pelo gap existente desde a última postagem. Desde que apertei o "postar" pela última vez muita coisa aconteceu e tive que priorizar a fotografia, deixando o blog um pouco parado. Mas eu não aguento de saudades de escrever e contar mais sobre as aventuras que a profissão de fotógrafo traz e me proporciona. Hoje por exemplo vou falar sobre um evento que fotografei em fevereiro em um navio de cruzeiro, o Splendour of the Seas. Era uma etapa de um programa de incentivo de uma multinacional, e havia algumas atividades a bordo e uma atividade o dia inteiro em terra, no dia de navio atracado. Então vou contar desde o começo, porque tem alguns detalhes que só quem já viajou de navio sabe, e nem todos ainda tiveram essa prazerosa diversão ( para quem não enjoa, claro ! ).
O navio sai de Santos, uma cidade que fica a uns 70km de Sampa. Então o mais fácil é pegar o transfer do navio, que sai do aeroporto de Congonhas ( que fica perto da minha casa ). Saí sexta cedinho e fui para lá. Cheguei e encontrei alguns participantes e o staff. Dessa hora até Santos nem tem o que contar. Cheguei no porto de Santos e fui logo fazer o check-in e pegar meu cartão de embarque. Na saída do check-in tinha um guichê do evento, que auxiliava os participantes após pegarem o cartào de embarque. Então precisava fazer umas fotos desse processo, mas para todo lado haviam placas de "proibido fotografar". Muitas vezes o cliente precisa da foto, e com o fotojornalismo na veia, já tinha bolado uma forma. No final nem precisei me preocupar, pois o outro fotógrafo que estava comigo tinha chegado no transfer anterior e já havia conseguido fotografar. Bom, então era hora de embarcar. Raio-X, documentos e bem vindo a bordo ! Fomos direto para a cabine, que ficava na popa ( atrás ). Como o processo de embarque em navio é lento e ia durar o dia inteiro, aproveitamos para fazer um reconhecimento. Demos uma boa volta, subimos pelos decks, descemos, entramos no teatro, salões, etc. Aproveitamos também para já adiantar um pouco o planejamento dos acontecimentos. E o dia chega ao fim com o navio zarpando rumo ao Rio de Janeiro, mais especificamente Búzios. E para começar o evento haveria um meeting com todos os participantes. A noite e o meeting foram tranquilos, pelo menos para mim que não tem problemas com o balanço do navio. Mas posso dizer que pelo menos uns 30% dos participantes estavam de alguma forma passando mal. Alguns nem sairam da cabine....... Uma pena. No meeting não teve nada de especial para contar, exceto que tinha um grave problema com a luz: local escuro, luzes coloridas nos apresentadores e alguns horríveis espelhos no teto que acabaram por inviabilizar o flash rebatido. Um pouco de flexibilidade e achei um "canto" que o flash rebatido não refletia no espelho, e priorizei essa localização, mas sem ficar estátua no local porque senão as fotos ficariam todas no mesmo ângulo. Então vamos logo ao dia seguinte, que é o dia que ficamos em Búzios.
Eu já viajei em cruzeiroma lazer, e sabia como era o esquema de desembarque. Então levantamos cedo, tomamos café da manhã e já entramos na fila, pois precisávamos ser um dos primeiros a desembarcar. O dia estava bom, e isso ajudou bastante porque ficaríamos o dia inteiro ao ar livre. Se chovesse, nem sei o que aconteceria....
Durante todo o dia acompanhamos as atividades na praia e em uma locação reservada pela produção. O tema do evento era "cinema", e montaram duas locações completas. Paralelo a isso tinha uma uma sala de edição e um estúdio de croma dentro do navio aonde um grupo de participantes revezava com o pessoal em terra, forçando que a gente ficasse nesse caminho terra-navio. Mas como eramos em dois fotógrafos, foi fácil coordenar. No final do dia voltamos todos ao navio porque ele ia zarpar para um dia inteiro navegando ( e claro com o evento rolando ). Chegamos a bordo cansados do sol e de ficar em pé, mas ainda tinham algumas horas de job. Banho, troca de roupa, janta e vamos a mais um meeting, sem muito o que falar. Chegamos então no domingo. Seria um dia inteiro a bordo, o que facilitaria pois os participantes teoricamente ficariam mais acessíveis. Mas como costuma acontecer em alguns eventos assim, alguns passaram mal pelo balanço do navio, outros estavam mais preocupados com a piscina e os que se dedicaram ao evento se divertiram também. Eles tinham que editar o filme que fizeram no sábado para apresentarem, coincidentemente, na noite do Oscar. Acompanhar a edição foi bem engraçado, e rendeu algumas boas fotos. O legal é que a ilha de edição ficava no meio do caminho de outros locais, facilitando nosso trânsito entre cabine, sala de produção, etc.
Chega a noite e vamos para o jantar com o capitão. Respiro aliviado por estar trabalhando e não precisar ficar de roupa de gala ( hehehe ). Comida excelente, e nosso garçom era brasileiro, mas o auxiliar dele mal falava Português, rendendo boas risadas poismo inglês carregado de sotaque indiano que ele falava confundia algumas palavras. E o jantar termina com um show dos garçons , bem interessante. Mais alguns cliques e fomos todos para a apresentação dos filmes, palavras da diretoria, premiação e tudo que envolve encerramento de evento corporativo. Infelizmente foi naquele mesmo local dos espelhos no teto e luzes coloridas, lembram ? Sempre na hora fico meio tenso pelas dificuldades, mas essa adrenalina é legal. E foto sem dificuldade é muito comum..... Gosto dos desafios.
Termina o evento, descarregamos as fotos e já estávamos chegando em Santos, para desembarcar logo cedo.
E assim fecho com chave de ouro outro evento corporativo.
Espero que tenham gostado desse relato..... Em breve posto mais uma aventura.....
Grande abraço para todos!

Guto Marcondes - fotografia
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Foto de show - Claudia Leitte, Pitty e comentários da profissão

sexta-feira, 12 de novembro de 2010






Olá leitores, tudo bom ?

Faz um tempo que venho pensando sobre esse post. Outubro e o começo de Novembro foram bem corridos, e isso acabou atrasando um pouco para eu escrever. O grande problema da fotografia social é que ela não termina no click. Na verdade há poucos ramos da fotografia profissional aonde o fotógrafo realmente só clica e deixa backup, armazenagem, conversão e edição para terceiros. Eu sou meio chato e gosto de acompanhar esse processo, até porque dessa forma tenho como garantir ao cliente aquilo que prometo ( e vendo, claro ). Nos posts anteriores eu falei muito de evento empresarial, casamento, festa e outros assuntos. Hoje vou falar um pouco de show, que é um tipo de foto que eu gosto de fazer, mas que está sendo um pouco banalizada, assim como a própria conotação de "fotógrafo profissional". A idéia desse post surgiu um dia que estava fotografando um show e um dos fotógrafos no fosso ( aquele espaço reservado entre o palco e a platéia )insistia em usar o flash. Falei isso no twitter e rendeu um bom papo sobre a fotografia de espetáculos/show. Então chegou a hora de ir direto ao assunto: Usar flash em fotos de show e espetáculos é IMPERDOÁVEL ( salvo casos EXTREMAMENTE raros ). Sim…… aqui reside o ponto polêmico. Mas então como fazer quando a luz está ruim ? Aí que entra o profissionalismo: ou você sabe extrair o máximo do equipamento ( e investiu consideravelmente neles também ) ou simplesmente você está na categoria dos profissionais-não-éticos. Mas o que flash tem a ver com ética ? Vou explicar e criar mais polêmica.

Foto de show é algo que exige bom equipamento, conhecimento técnico, rapidez de raciocínio e acima de tudo profissionalismo. Ouço muitos que querem começar nessa área reclamando que usam o flash porque a luz estava ruim. Ruim é o fotógrafo….. me desculpem. Se o fotógrafo fosse bom ( e ético ) jamais venderia o serviço para o cliente sem ter o equipamento adequado. Afinal, você correria na Stock Car de Gol 1000 ? Entáo não reclame da luz ruim querendo fotografar com uma lente escura ou uma câmera prossumer. Realmente a nitidez vai embora e o ruído vem forte. Se você não tem equipamento e/ou conhecimento suficiente, seja ético. É melhor para todos. Lembrando que negar um sob não é demérito. Pelo contrário, mostra o quanto amadurecido o profissional é. Vamos a um exemplo simples: Editorial de moda. É algo que eu não faço e já recusei fazer, mesmo tendo um amigo editor chefe de revista. E a explicação é simples: não tenho expertise nessa área, e não quero usar meu cliente de cobaia ( muito menos como "escola"). Eu sei que não é fácil recusar um job, mas muitas vezes nos mostramos maduros ao dizer não quando necessário, reconhecendo que aquele ainda não é o momento certo. Claro que não quero com esse post dizer que para fotografar show tem que ser com Full Frame e lente 2.8. Eu quando comecei usava XT, 20D e outras câmeras terrivelmente ruidosas, mas que naquela época era o que havia disponível. Uma simples 50mm 1.8 já pode ajudar bastante. Mas volto ao ponto: saiba quais as limitações do seu equipamento ( e as suas, claro ) e ofereça ao cliente o que está ao seu alcance. Bom, falei, falei, falei e ainda não consegui chegar aonde queria, então pausa na parte administrativa e de marketing e voltamos a técnica.

Flash em show ? Na sapata da camera ? Isso detona a iluminação e os efeitos que ela proporciona. Nessa hora tem que fotometria corretamente e clivar certeiro. Show é muito dinâmico. Luzes acendem e apagam, mudam de direção, o artista corre, pula, se mexe. Essa tensão é muito legal, portanto tento usar sempre ao meu favor.

Na última semana fotografei alguns shows: Marcelo D2, Emanuelle Araújo, Pitty e Claudia Leitte. A melhor produção com certeza é da Claudia Leitte. Tudo organizado, e ela sempre muito simpática. Tive o prazer de ir ao backstage antes do show. Conversei com a Claudia Leitte e aproveitei para mostrar a foto que fiz no último show dela, que é de um beijo. Ela curtiu bastante, mas era hora de ir para o fosso que o show iria começar. E não é que no meio do show ela repete o beijo ? Apertei o disparador da 7D e a foto ficou bem legal. Agora no próximo show dela tenho mais uma para mostrar….



Fotografando Musical da Broadway

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Olá leitores ! Peço desculpas pelo tempo sem escrever. Vida de fotógrafo muitas vezes fica uma loucura total. Além de todos os clicks e clientes, tem a família, que é fundamental. Então vou aproveitar meu vôo para Cuiabá e escrever um post novo ! No vôo de volta escrevo sobre como foi fotografar em MT com 40 graus na cabeça...rs.

Nesse tempo que fiquei sem postar, fotografei bastante coisa diferente. De coletiva de imprensa a ensaio de gestante. Mas hoje vou falar sobre um show que fotografei na sexta-feira, e que como muitos alunos vieram com dúvidas sobre show para mim, acredito que será interessante.

Eu fui fotografar um musical da Broadway, chamado Jekyll & Hyde - o médico e o monstro. O espetáculo aconteceu no Teatro Bradesco, que fica no interior do shopping Boubon. Apesar de ser dentro do shopping, o teatro surpreende pelo tamanho, beleza, estrutura e organização. Eu cheguei e fui direto para a entrada de serviço, já que a portaria só abre próximo da hora do show ( essa é a primeira dica.... ). Minha boa impressão com a organização começou logo na entrada. Passei meu nome e em menos de 1 minuto o segurança já havia localizado minha autorização prévia e liberado a entrada. Como eu não conhecia o local, cheguei um pouco antes para poder explorar os ângulos e posicionamentos. Fiz um reconhecimento breve dos camarotes, frisas e platéia. Nesse tempo encontrei a responsável pela peça, que foi muito simpática e colocou-se à disposição caso houvesse algum contratempo. Ainda havia um tempo considerável para o início do espetáculo, então voltei novamente para o interior e testei os ângulos que tinha pensado em clicar. Aqui vai uma pausa para um detalhe: normalmente em show a gente ( fotógrafo ) fica no “fosso”, que é o espaço entre o palco e a platéia. Dessa forma as fotos saem sempre com o enquadramento “de baixo para cima”. E o legal desse teatro é que justamente o fosso seria o único lugar aonde eu não poderia ficar, pois existia uma orquestra que faria a música do espetáculo. Sinceramente eu achei ótimo, pois dessa forma permitiria que eu mudasse um pouco a visão e isso ia permitir exercitar a composição. E obviamente o resultado final seria diferente do que normalmente faço em shows. Vamos adiantar um pouco o tempo, pulando a descrição das pessoas chegando e ocupando seus lugares para já falar do momento do musical. Aqui vem mais um detalhe importante. Em shows é muito comum o som ser demasiadamente alto, o que para mim é bom porque simplesmente anula qualquer ruído da câmera ou da minha movimentação/troca de equipamento. Só que nesse caso a dificuldade foi maior, porque o som era baixo a maior parte do tempo, com apenas uma voz cantando e a orquestra acompanhando. Então o click poderia sim incomodar as pessoas que pagaram para estar lá. E como a organização havia me deixado com liberdade de ação, não queria que de forma alguma chegasse uma reclamação ( gosto de ser conhecido por ser “invisível” trabalhando...rs ), até poque isso poderia criar empecilhos para o próximo fotógrafo que venha a trabalhar lá. Bom, então o que fiz para conseguir trabalhar ? Improviso, claro.... Em fotografia ou a gente tem verba infinita para comprar tudo ou o improviso passa a ser peça fundamental. Nesse caso eu fiz de duas formas: nas partes aonde a música era mais alta, clicava normalmente. E nas passagens mais silenciosas eu clicava no modo “live view” com a opção “silent” ligada. Isso porque o movimento do espelho que é a grande causa do som característico das DSLR´s. Cortando esse movimento o nível de ruído cai consideravelmente. E fui dessa forma alterando entre os modos para conseguir fotografar. E no final, mais uma vez fiquei feliz com o resultado e gostei também do musical. E antes que me perguntem: sim, foi em RAW. JPG eu só uso em fotojornalismo por causa do tempo escasso entre o click e a foto online.

Espero que tenham gostado e quem quiser sugerir um tema para eu falar, fique à vontade. Abraços,

Guto Marcondes – fotografia

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Ensaio sensual em locação

sexta-feira, 16 de julho de 2010
Olá meus amigos(as) leitores(as) ! Hoje vou contar sobre um ensaio sensual que fiz essa semana. Para garantir a privacidade da modelo vou chamá-la pelo nome fictício de Marina.
Vamos desde o começo: eu recebi um email no começo da semana, aonde a Marina perguntava sobre a possibilidade de realização do ensaio nos próximos dias, pois já tinha se programado e havia ficado frustrada com a fotógrafa na qual havia entrado em contato antes de me mandar o email. Aqui vou abrir uma parênteses....
Normalmente, principalmente entre os adolescentes, a possibilidade de fotografar uma mulher nua ou em ensaio sensual é o principal atrativo da profissão de fotógrafo e muitos embarcam nessa querendo no fundo se aproveitar da situação. Isso é um grande erro, pois cria uma confusão entre desejo e profissão que não combinam para quem quer ser ético e trabalhar de forma correta. E de uma forma acaba criando algumas restrições e bloqueios. E obviamente isso prejudica de forma direta quem trabalha de forma séria em um primeiro momento. Por isso que eu faço muita questão de nessas horas manter o profissionalismo de forma absolutamente impecável. Como fazer isso ? Postura, equipe concentrada, foco no trabalho, preocupação com resultado, dedicação e acima de tudo: respeito ! Quem está na frente das câmeras nessas horas muitas vezes não tem experiência como modelo e está apreensiva e nervosa. Isso faz parte e saber lidar com o estado emocional nas primeiras fotos é muito importante. Por isso é necessário dirigir a modelo de forma mais tranquila, que com os cliques passando ela vai relaxando e naturalmente as expressões e fotos ficam melhores. Bom, vamos voltar ao post... estou falando demais.
Chegamos na locação ( eu e meu assistente ) e começamos a montar os equipamentos. Como demora um pouco até montar as tochas, softs, ligar na tomada e testar, fomos adiantando essa parte enquanto a Marina fazia cabelo e maquiagem. Quando ela terminou, fizemos um pequeno briefing para decidir as primeiras fotos e alguns detalhes importantes para as combinações seguintes de roupa. Com a primeira roupa definida montamos o set de luz e comecei a clicar. Fiz algumas poses diferentes e fomos para outro local, para mais alguns cliques. Com a primeira parte terminada, a Marina foi para a troca de roupa e voltou para continuarmos. O grande detalhe é que em SP estava o maior frio, e por ser em locação o ambiente não é tão controlado. Então não tem jeito.... a modelo acaba passando um pouco de frio. Entre as alterações nos sets de luz ainda dá para se agasalhar, mas durante as fotos não tem jeito. No final sessão passou um pouco das 4 horas iniciais que havia previsto, mas gerou ótimas fotos. Eu tive a oportunidade de fotografar e dirigir algumas modelos profissionais ( como a Adriane Galisteu, por exemplo ), mas sinceramente prefiro quando não tem experiência envolvida. Acho que a questão do desafio é justamente o mais legal, o me motiva querer melhorar a cada dia. Agora estou escrevendo esse post e começando a ver as fotos. Ah, e antes que me escrevam perguntando: Não... esse post não terá fotos, nem de making of ( até porque eu nem fiz fotos de M.Of, e mesmo que tivesse feito manter a privacidade da Marina é fundamental ).
Obrigado pela leitura e espero que tenham gostado do relato.

Guto Marcondes - fotografia
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Casamento Jonathan e Katia

segunda-feira, 12 de julho de 2010
Hoje eu vou falar um pouco sobre um dos casamentos do feriado/final de semana. Isso mesmo: sexta feira em São Paulo foi feriado, e nos 3 dias do final de semana prolongado eu estive fotografando casamento. Foi a primeira vez que fiz na sequência 3 grandes casamentos:
- O de Sexta foi em Alphaville, no Tenis Clube. Recepção com caricaturistas e banda tocando na Boate do clube, que estava fechada somente para o casamento;
- O de Sábado que foi na Vila Olímpia. Esse o noivo fotografava e conhece bastante de fotografia, então a cobrança por excelentes fotos não é pequena, mas apenas aumenta a vontade de melhorar cada vez mais;
- O de Domingo foi internacional: noivo Taiwandês e noiva Brasileira. Com direito a cerimônia traduzida e presença de autoridades e políticos.
Fotografar 3 casamentos na sequência não é fácil. Exige disciplina, organização, preparo físico e disposição. Vou contar desde o começo....
Na sexta fui para Barueri, aonde seria o Making Of/Dia da noiva do primeiro casamento. Chegamos no local e o briefing foi passado errado. Resultado: 2 horas sentados esperando para poder começar a clicar. Se bem que eu não reclamo. Prefiro ficar 2 horas sentado esperando do que chegar 5 minutos atrasado. O Making of foi rápido mas rendeu boas fotos. Fomos direto para a igreja aonde aconteceu a cerimônia de forma normal. E de lá o destino era o Tênis Clube de Alphaville, aonde seria a festa. O GPS deu uma mancada, mas a gente se localizou rapidamente e apesar do trânsito formado para entrar no local, chegamos antes da noiva ( isso é importante ). A festa foi tranquila também, mas o ponto a ressaltar foi quando o noivo subiu no palco, pegou a guitarra e começou a tocar ( e muitíssimo bem !! ) Michael Jackson e depois Aerosmith. Bem divertido e diferente do normal. Ficamos até quase 4 horas da manhã.
Aí que entra a parte de organização: eu cheguei em casa próximo das 5h. Mas mesmo nesse horário a primeira coisa que fiz foi ligar o computador e copiar o cartão para um HD interno e dois externos. Muita atenção é necessário para garantir que esteja tudo certo com as fotos do casal, que são de extrema importância.
Fui dormir e 6 horas depois estava de pé conferindo o equipamento, cartões, pilhas e baterias. O casamento de sábado era de um amigo e grande conhecedor de fotografia. Confesso que é sempre mais complicado esse tipo de situação, porque quem fotografa cria um estilo, e conhecer esse estilo e explorá-lo é fundamental para o resultado final ser positivo. Fui para o Making Of, que foi tranquilo, e logo cheguei no buffet aonde seria a cerimônia e festa. O local era lindo, com uma decoração repleta de pequenas velas. Apesar disso a iluminação era bem fraca, o que forçou o ISO ao limite. Em compensação as luzes da pista estavam bem posicionadas e permitiu que a composição explorasse cores e movimento. Saí com vários cartões cheios de boas fotos.... e contente por fotografar mais um casamento. Cheguei em casa quase 3h da madrugada, e fui novamente para a sessão de cópia/backup e cuidar dos equipamentos, pilhas e baterias. O casamento de Domingo não teve Making Of, então cheguei na cerimônia às 16h. Como eu falei no começo do post, o noivo era Taiwanês e a noiva Brasileira. Por esse motivo durante toda a celebração havia a tradução, e é muito interessante ver essa miscigenação de culturas. Para poder ilustrar um pouco esse post vou deixar uma amostra desse casamento:


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Fotojornalismo e adrenalina - combinação perfeita

domingo, 6 de junho de 2010


Olá !! Primeiro quero me desculpar pela demora entre os posts. Além de clicar, editar e também negociar eu consegui um antigo sonho que era dar aula de fotografia. Estou muito contente, e como elas opcupam um espaço de tempo que antes era ocioso, acabam atrasando um pouco os posts. Mas então chega de desculpas e vamos logo ao que interessa.
Hoje quero falar um pouco de fotojornalismo. Esse é um job que fiz e que foi muito legal, por isso queria compartilhar. Foi em Campinas, em um conhecido hotel 5 estrelas. Haveria a apresentação para a imprensa de toda a linha de veículos "modelo novo". Como Campinas é próxim ode São Paulo, fomos de carro. Chegamos cedo, e fomos fazer reconhecimento do local, espaços e aproveitamos para o check-in também. Já aproveitei e montei o equipamento e deixei carregador, mochila e acessórios no quarto. Em pouco tempo começou a chegar um monte de jornalista, de várias partes do país. E também teve início ao test-drive dos veículos. E aí que está a parte da "adrenalina" que mencionei no nome do post. Eu fiquei responsável pelo "camera car". É o termo que usamos para falar do fotógrafo que vai clicar os carros em movimento, estando em outro carro também. Eu gosto de fazer camera car. Só que dessa vez ao invés de usarmos uma pista de teste ou um autódromo fechado, teria que ser feito nas rodovias Anhanguera-Bandeirantes. Imagina a cena: Eu, pendurado na janela traseira de um Polo ( que o vidro não abre inteiro ) no meio da estrada, a 120Km/h, tentando um bom enquadramento. Para vocês entenderem a dificuldade, quando estiverem na estrada a essa velocidade, abaixem o vidro coloquem a mão para fora do carro. Vão perceber como o vento é forte. Conseguir estabilizar a câmera, com baixa velocidade e ainda assim não errar o enquadramento e não tremer é quase uma missão insana, mas muito divertida. Eu quando fotografo gosto das dificuldades pois elas sempre me ajudam a evoluir e a desenvolver minha técnica e forme de clicar. Nessa situação é claro que muitas fotos são perdidas, mas justamente temos que tentar diminuir ao máximo essa quantidade, até porque cada clique tem um custo ( apesar de muitos acharem que só porque é digital não tem, estão redondamente enganados e saberão disso quando receberem a primeira conta da assistência técnica ). Fotos feitas, voltamos ao hotel para descarregar e enviar na sala de imprensa. Passei o dia fotografando várias situações. Foi uma correria tão grande que quando a primeira parte do evento terminou, às 18h, eu ainda não havia nem conseguido almoçar. Foi o tempo de tomar um banho e descer para a abertura oficial e apresentação. Assim que entrei no local já vi a dificuldade: O WB estava confuso, com luzes 2800K a 6000K. Iria ter que priorizar uma fonte e ter que acertar para que o pós-processamento não demorasse demais. Já que em fotojornalismo é "tudo para ontem", usar RAW nem pensar... atrasaria demais qualquer tentativa de entregar as fotos no horário. Final de noite com um jantar, e até que enfim, depois de mais de 14 horas, consigo fazer uma refeição que não fosse café e pão de queijo. Se não tiver emoção, correria, adrenalina e principalmente "dar o sangue", não é o fotojornalismo mais legal de fazer ( pelo menos na minha humilde opinião...rs ). Espero que gostem e aproveitem para anexar duas imagens aleatórias que fiz, sem tratamento, só resize, Quem quer ver fotos estáticas depois posto umas que sairam no jornal Agora, reportagem de página inteira ( orgulho !! ). Obrigado mais uma vez pela paciência em ler e esperar. Já estou pensando no próximo post e prometo que não vai demorar. !!
Guto Marcondes - fotógrafo
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Casamento na Casa da Fazenda/SP

terça-feira, 11 de maio de 2010





Esse final de semana fotografei um casamento durante o dia, que é o que mais gosto. A luz ambiente é sempre mais legal de trabalhar e as áreas de contraste criam um impacto maior na foto. Era um casamento pequeno, para familiares e poucos amigos. Isso porque os noivos moram na França e mês passado tinham feito uma cerimônia lá também. A noiva é Brasileira, mas o noivo é Francês; e o detalhe: fala pouquíssimo português. Como meu francês é reduzido a meia dúzia de palavras, o jeito foi me comunicar no inglês. Então vamos contar como foi o casamento ( espero que vocês estejam curiosos ). Antes de começar a contar sobre o casamento, vou voltar uma semana atrás para um detalhe importante e que serve de alerta: Como eu sabia que o casamento seria tranquilo, quis aproveitar para chamar um assistente para me ajudar na iluminação criativa, ter um ângulo diferenciado, etc. Mas no fundo o maior objetivo era pegar alguém que estivesse começando, com vontade de aprender, e ir treinando para futuramente fazer parte da equipe também. Fechei com uma pessoa no Domingo, mas 3 dias antes do casamento ela me escreve dizendo que não vai porque fechou outro...... é a ética indo para o fundo do poço ( mas isso será assunto para um post específico. Aguardem )
Voltando ao casamento.....
Todo sábado eu dou aula de fotografia logo cedo. Quando eu fechei esse casamento vi que daria tempo de sair da aula e ir fotografar ( até porque caso não desse tempo eu teria que reorganizar tudo ). Mas por precaução eu pedi para o segundo fotógrafo chegar um pouco mais cedo e clicar o ambiente e decoração. E foi perfeito, porque logo que cheguei ele já tinha cuidado dessa parte. Montei o equipamento, falei com os pais da noiva e comecei a clicar. Os convidados foram pontuais, e por incrível que pareça, a noiva também ! O corredor era bem comum, então não tinha muito o que criar. Depois da cerimônia que durou menos de 5 minutos ( não é brincadeira. Foi somente a troca de alianças MESMO !!! Loucura total sem tempo nem de respirar...rs ) Fui com os noivos fazer umas fotos no jardim. Eu não fico muito tempo nas fotos posadas porque gosto de deixar os noivos curtirem o dia. Se for necessário uma sessão pré-casamento só de fotos posadas, evita ainda mais interromper a festa ( eu acho ideal ) . Depois dessa curta sessão os convidados e os noivos sentaram para almoçar, e a festa seguiu o protocolo comum: buquê, bolo, valsa, etc. No fim da festa começou a chover bem forte, mas aí não tinha problema porque tudo que era externo já tinha sido feito. São Pedro colaborou, e eu adorei. Agora uma foto do making of para finalizar: