Evento + evento = dia inteiro fotografando

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Hoje vou falar sobre um dia foi "hard". Eu tinha um evento marcado em um hotel da Zona Sul de SP. Começaria logo cedo, portanto eu tinha que chegar por volta de 7:30. Com minha organização habitual, no dia anterior já havia deixado tudo pronto. A previsão do tempo era de chuva no final do dia, mas tomar chuva voltando do evento para mim não é problema, e resolvi ir de moto. Uns 15 minutos antes do horário eu já estava no hotel. Fiz o reconhecimento, conversei com o pessoal do evento e já montei o equipamento. Logo em seguida os convidados já começaram a aparecer para credenciamento. O evento começou com uma palestra para todos, e depois eles foram divididos em 3 grupos, que fariam atividades simultâneas em salas separadas. Isso coplica um pouco porque eu estava sozinho e com 3 lugares diferentes para fotografar. Felizmente as atividades demandavam um tempo para realizar e dava tempo de percorrer as salas sem perder muita coisa.
O evento ficou nessa configuração quase o dia inteiro. No fim do dia somente que juntaram todos para o encerramento e agradecimento. Nessa hora o tempo já tinha mudado e os primeiros pingos de chuva caíam. Meu celular começa a tocar ( tocar não, vibrar - sempre em eventos o celular tem que ficar em "vibracall"... acostume-se a isso ). Atendo e é um amigo fotógrafo. Ele está preocupado porque no estúdio dele chovia demais e estava tudo alagado ao redor, só que havia um evento para ele fotografar em 1:30h. Como o estúdio dele é no ABC, imagina se às 18:30h ele saísse de lá quanto tempo demoraria. Com certeza chegaria atrasado. Por sorte eu estava de moto para "fugir" do trânsito e o evento era perto do hotel. Esperei a chuva diminuir um pouco e fui para lá. Cheguei um pouco cedo ( na verdade fui o primeiro do evento... ninguém havia chegado, só os funcionários da casa...rs ) mas novamente entra a frase "antes cedo do que atrasado". Aproveitei esse momento para descansar um pouco as pernas já que sabia que o evento não terminava antes da meia-noite. Por conta da chuva mais uma vez o evento atrasou um pouco para começar. Foi interessante porque os participantes chegaram de ônibus, então de uma hora para outra eu já podia clicar tranquilamente com a casa cheia. Depois do jantar, a diretoria dá início a uma premiação. O DJ insistia em jogar fumaça sem parar, o que estava deixando as fotos parecidas com Paranapiacaba ou Londres tamanha a quantidade de névoa. Gentilmente pedi para que ele parasse com a fumaça até o fim da premiação, e mesmo ele atendendo ainda demorou um pouco para conseguir que as fotos ficassem "limpas". Quando a premiação terminou as pessoas foram para a pista dançar e comemorar. Eu aproveitei que ainda não tinha fumaça para fotografar os vencedores com suas equipes. E foi o timing certo, porque logo depois não havia mais condições de clicar na pista. O evento estava chegando ao fim... já passava das 00:30h. Contabilizando desde a hora que cheguei no hotel para a hora que estava saindo do evento, foram mais de 17 horas. Estava bem cansado, mas ainda tinha que baixar as fotos, fazer backup e me preparar para o evento do dia seguinte, que começava às 8h. E você pensa que eu reclamo ? Não !!! Eu gosto !!! :) No próximo post eu conto como foi.
Guto Marcondes - fotógrafo
www.gutomarcondes.com.br
twitter: @gutomarcondesbr

Pauta off-road

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Hoje o post vai ser sobre uma pauta aonde havia mais lama, e obviamente ao voltar para casa o estado da minha roupa era característico de "off-road". O job era justamente sobre 4x4, em uma cidade a 80km de São Paulo. Saí logo cedo de casa com o GPS programado e as informações para chegar impressa ( vai que o GPS falha... ). A estrada estava livre, e logo cheguei. Fiz o reconhecimento do local e tive uma surpresa : junto estava acontecendo o JeePasseio. No estacionamento estavam vários tipos de off-roads: Land Rover, Troller, Rural, Willis, Samurai, etc. E todos ficaram morrendo de vontade de andar na pista "especial", mas era fechada para convidados. Na verdade nesse dia era a visita da diretoria pré inauguração. E todos andaram na pista. Isso foi excelente porque rendeu fotos ótimas dos carros e da lama. E o tempo também ajudou: ficou alternando entre sol e nublado. Apesar de dificultar um pouco mais o controle de WB e fotometria, quando acontece essa alteração fica bom porque as fotos ganham um pouco mais de dinâmica. Com o passar das horas a lama foi secando e virando poeira. A poeira no equipamento pode ser um problema, principalmente na troca de lente porque entra muita sujeira no sensor. Então planejar é sempre a solução. Depois de muitas fotos, sujeira no pé e sol, chega ao fim o evento. Volto novamente feliz. Agora tenh oque chegar em casa, fazer bkp, editar, salvar e upar porque em poucas horas tem outro evento. :)


Um pouco de fotojornalismo esportivo

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Vou falar de uma pauta que fiz ontem e que gostei bastante. Eu fui fotografar o treino da seleção Brasileira de Judô; atletas principais e paraolímpicos. O treino ocorreria no Ibirapuera, e com atletas do Brasil todo ( e alguns até de fora do país, como Chile e China ). A chuva havia castigado São Paulo novamente, e foi tão forte que chegou a entrar no canto do ginásio, molhando o tablado de madeira que existe ao redor do tatame. Depois de tudo seco o coordenador da CBJ e outos integrantes da comissão técnica entram e iniciam o treino. A luz no local estava horrível. Tinha um monte de refletores, mas 70% estava desligado !!!! Aí fui no limite da câmera e da velocidade para conseguir as fotos. Cliquei muito e consegui bons momentos. Alguns medalhistas estavam presentes e claro que não deixei de clicar. Depois de 2:30 de treino vou me despedindo. Ainda tenho que chegar em casa e fazer o resize no tamanho especificado pela Confederação para o upload, e enviar as fotos em outro tamanho para a agência. Termino quase 3 da manhã, mas durmo tranquilo !

Casamento no feriado de SP

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Essa segunda foi feriado em São Paulo. Meio estranho esse feriado porque como é da cidade somente SP estava "parada". Mesmo assim havia um casamento para fotografar. Eu não reclamo.... se é foto eu vou sorrindo ! O casamento foi marcado em um sítio na região da Serra do Mar, então já imaginei que o local seria cercado de muito verde. E confesso que o tempo me preocupoava, já que casamento em sítio com chuva é um pouco frustrante porque perde-se boas fotos na área verde. Cheguei cedo no sítio e felizmente o tempo estava ficando melhor. A noiva chegou em seguida. eu e o outro fotógrafo havíamos feito o reconhecimento no local, e era muito bonito. A cerimônia seria ao ar livre, na beira de um lago e rodeado de árvore. Mais perfeito seria pedir demais ! Só tinha um detalhe: com toda a chuva que vem caindo a grama estava encharcada. Conforme a gente andava sujava todo o sapato e a roupa. Eu não ligo. Pelo contrário: me divirto ! A cerimônia começou atrasada. As nuvens cobriram o céu bem nessa hora. Gostei porque não foi uma cerimônia curta. Isso permitiu explorar vários ângulos e clicar muito. Depois da cerimônia teve a recepção com o almoço, sem muitas novidades ou coisa para contar.... Voltei para casa com um monte de foto, sabendo que havia conseguido bons cliques. Isso é gratificante ! E deixo como ilustração desse post o meu pé de lama já no final da festa ( estava pior durante a cerimônia ). Posso me sujar, mas não perco a foto !!!! :)

Festa à fantasia - 30 Anos

domingo, 24 de janeiro de 2010
Ontem eu fui fotografar uma festa À fantasia; era um aniversário de 30 Anos. eu gosto de festa à fantasia porque normalmente é animada. Não sei se o fato das pessoas irem fantasiadas altera o "humor" da festa, mas eu sempre me divirto com as fantasias e situações que clico. Vou contar um pouco do evento. O buffet era um pouco longe da minha casa ( mais de 20km ). Então olhei no guia para saber aproximadamente o caminho, e programei o GPS ( tenho backup até de caminho...rs ). Fiquei com medo do trânsito por causa das chuvas, mas felizmente São Pedro colaborou e cheguei mais cedo do que precisava. Meus leitores sabem: chegar cedo nunca é uim. É muito melhor chegar 1 hora antes do que 5 minutos depois. Aproveitei esse tempo para conhecer o local, tirar umas fotos e conversar com o aniversariante e a esposa.
Um tempo depois os convidados começaram a chegar. Os contratantes queriam que eu ficasse na porta para fotografar todos que chegassem. Nessa hora um segundo fotógrafo fez muita falta, porque fiquei duas horas só fotografando "posadas" e enquanto isso a festa acontecendo. Mas como era praticamente só família e o salão pequeno deu para contornar. Quando via uma cena interessante eu corria, clicava e "voltava para a porta". E então o aniversariante entra no salão, vestido de Elvis e tocando guitarra. Dá uma volta pelo salão com a música e depois passa para comprimentar as pessoas. Nessa hora cliquei bastante.... Logo em seguida foram todos para a pista, rendendo mais fotos divertidas. Chega a hora do parabéns. Enquanto começam a canta, vem uma chuva de spray de espuma. Muita espuma mesmo..... Mas nem ligo porque sei que a câmera aguenta sem problema. A festa acaba e volto para casa. É a hora do famoso backup !!! Enquanto isso eu abro o twitter e leio vários fotógrafos online fazendo a mesma coisa. É a profissão. :)

Fotojornalismo esportivo !

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Hoje o assunto será sobre pauta de fotojornalismo. Aliás esse é um termo muito utilizado na fotografia como sinônimo de fotos espontâneas. Só que o "fotojornalismo" é mais que isso. Além de ser espontânea a foto tem um estilo, uma forma, atenção na composição, nos detalhes e na linguagem. Eu gosto de pautas que envolvam trabalho de fotojornalismo pois posso treinar cada vez mais meu olhar e desenvolver a fotografia e o modo de fotografar. E o mais legal é que aplico esse conhecimento e prática em outras áreas, como eventos e casamento.
Bom, até agora falei muito e nem comentei sobre a pauta.....
A pauta seria no CT do São Paulo Futebol Clube. A equipe principal estavca treinando e depois teria uma coletiva de imprensa e o presidente e diretoria estavam por lá também. A parte do treino não interessava ( eu já sabia antecipadamente os pontos chaves que mereciam atenção ) mas aproveitei e fiquei com os colegas de profissão. Acabei encontrando um que durante o Tim Festival trabalhamos juntos. Logo o treino acabou e fomos para a coletiva. Quem nunca fez cobertura fotojornalística não tem idéia do que são mais de 10 cinegrafistas e 15 fotógrafos disputando uma boa foto. Antecipação do momento e do local para conseguir um bom posicionamento sem interferir na imagem dos outros é o objetivo. Mas muitas vezes o local é apertado demais e fica impossível conseguir um ângulo favorável. Aí o companherismo entra em cena: quando a gente consegue o clique, cede o lugar para aquele que está sem ângulo. eu sempre gosto de frisar que o outro fotógrafo é sim meu concorrente, mas antes disso também é um profissional e a ética e respeito tem que vir em primeiro lugar. Depois de vários cliques e um sol muito forte, havia terminado. Peguei me equipamento e voltei para o escritório. Felizmente nessa pauta não foi necessário fazer a transmissão das imagens no local, já que prefiro fazer isso na sala com ar condicionado do escritório....rs.

Foto aérea

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Hoje vou falar sobre uma foto aérea que fiz. O objetivo era fotografar um terreno com uma construção em Embu, próximo de São Paulo. No dia marcado para as fotos o tempo não ajudou e tive que entrar em contato com o pessoal do Helicóptero para remarcar. Por sorte dois dias depois o tempo estava bom e levantamos vôo. O helicóptero estava sem a porta, o que deixava um vão gigante aberto, excelente para fotografar, mas me dava frio na barriga ao olhar para baixo. O comandante era também instrutor de helicóptero e gostava de fotografia, e foi interessante porque rendeu bons papos na "viagem" de SP até Embú. Eu perguntava sobre voar e ele sobre clicar. Com as cordenadas no GPS, chegamos no local. Mesmo sabendo aonde é reconhecer um local por cima é difícil.... nosso olho está acostumado a um padrão de visão, e quando mudamos reconhecer os lugares exige mais concentração. Fizemos uma volta para eu ver qual ângulo ficava melhor. Definido de que forma eu clicaria, pedi ao comandante que se posicionasse e pronto.... alguns minutos clicando, fazendo variações, etc. Dessa vez foi tudo em RAW, já que a foto seria ampliada bastante e exigiria um tratamento criterioso. Com o objetivo cumprido, voltamos para SP. Ainda restaria 15 minutos de vôo da 1 hora obrigatória que eu havia pago. Aproveitei para passar por alguns lugares de SP que eu nunca vi pelo alto sem ser pela pequena janela do avião a caminho do aeroporto de Congonhas. Pousamos com tranquilidade. Agopra eu precisaria editar as fotos. Mas aí aconteceu o inesperado: recebo uma ligação da empresa de helicóptero que os moradores da região ficaram assustados com o sobrevôo e queriam maiores informações. Como ela por motivos éticos não podia passar nada do vôo, eu entrei em contato com a pessoa. Era um ex-aviador, que havia anotado o prefixo da aeronave. O motivo de tanto "problema" era que a associação dos moradores estava com medo de assaltos e desconfiaram que o fato de alguém estar "filmando" no helicóptero poderia ser para planejar futuros roubos. Foi aí que caiu a ficha: a paranóia nas cidades está cada vez maior. Confesso que se eu morasse lá jamais pensaria uma coisa dessas. Mas cada doido com sua mania.... Depois de tudo explicado, ele ficou mais tranquilo. Pois é, além de fotógrafo também sou conselheiro, apaziguador ( existe essa palavra ?? sei lá.... ) e outras coisas. Afinal, o fotógrafo não começa e nem termina com o click.